COMER & BEBER
Quem convive um longo tempo com o vinho acaba desenvolvendo pequenas manias. O especialista na bebida e colunista de Veja São Paulo, Marcelo Copello, compartilha a seguir cinco das suas manias.
A primeira mania é sempre levar uma garrafa reserva quando vou abrir outra de uma safra antiga fora de casa. Exemplares velhos trazem emoção — mas também risco. Para evitar tragédias enológicas, carrego uma segunda garrafa na minha malinha de vinhos.
Como escolher a melhor opção em uma adega que não é pequena? A solução foi catalogar em planilha. Quando minha esposa quer vinho, manda mensagem dizendo o estilo. De qualquer lugar do planeta, consulto a planilha e respondo com as coordenadas.
Uma lição aprendida ao longo do tempo: não basta preservar o vinho, é preciso preservar também a garrafa. Por isso, aplico plástico filme sobre o rótulo. Décadas depois, quando essa proteção é retirada, a etiqueta parece recém-impressa.
Alguns tintos mais concentrados deixam manchas persistentes nas taças. Minha solução, eficiente e talvez um pouco controversa, é usar água sanitária em um borrifador. Um breve contato remove tudo — depois, é só enxaguar bem.
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