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Vacina de Oxford apresenta “resultados promissores”, diz reitora da Unifesp

Imunizante está na fase final de testagem, que conta com voluntários no Brasil, África do Sul e Reino Unido

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 4 ago 2020, 19h11 - Publicado em 4 ago 2020, 19h07

Soraya Smaili, reitora da Unifesp, afirmou durante entrevista para a GloboNews nesta terça-feira (4) que a vacina contra a Covid-19 da Universidade de Oxford, que está sendo testada na instituição brasileira, é um imunizante seguro e uma candidata muito forte para uma campanha de vacinação.

Temos resultados promissores. Temos uma candidata a vacina que provavelmente terá muita segurança”, disse para a emissora. Ela afirmou também que os testes nos primeiros voluntários foram bem sucedidos e não houve apresentação de reações adversas graves, apenas alguns pacientes relataram dores leves no local da aplicação. Outros experimentaram dores de cabeça, mas de acordo com Soraya, “tudo isso [era] mais ou menos previsto”.

A Unifesp conduz agora a terceira e última fase de testagem da vacina, uma das primordiais do processo: são realizadas aplicações em larga escala, com milhares de pessoas. A etapa ocorre também no Reino Unido e na África do Sul: 50 000 pessoas vão receber a vacina. 5 000 são brasileiros, divididos entre os estados de São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro.

Oxford já havia divulgado na revista científica The Lancet que os resultados da fase 1 e 2 mostraram que a vacina é capaz de desenvolver anticorpos contra a Covid-19.

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