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Prefeito de Itajaí quer aplicação de ozônio no ânus para tratar Covid-19

"Aplicação ‘tranquilíssima’, ‘rapidíssima’, de dois minutos, num cateter fininho", disse Volnei Morastoni

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 4 ago 2020, 10h53 - Publicado em 4 ago 2020, 10h44

O prefeito do município de Itajaí, no interior de Santa Catarina, Volnei Morastoni (MDB), anunciou nesta terça-feira (4) ter inscrito a cidade na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para oferecer uma nova opção de tratamento para a população contra a Covid-19: a administração de ozônio pelo ânus. O procedimento, no entanto, não tem eficiência comprovada cientificamente contra a doença.

“Provavelmente, vai ser uma aplicação via retal, uma aplicação ‘tranquilíssima’, ‘rapidíssima’, de dois minutos, num cateter fininho e isso dá um resultado excelente”, afirmou o prefeito em uma live na segunda-feira (3). A novidade seria oferecida apenas como opção às pessoas com resultado confirmado para o novo coronavírus.

A prefeitura catarinense já distribuiu ivermectina à população. O medicamento usado contra vermes e parasitas também não tem eficácia comprovada contra a Covid. O tratamento via retal com ozônio seria mais uma das opções oferecidas pela administração que inclui também a azitromicina e a cânfora.

“A pessoa tem que fazer por dez dias seguidos, dez sessões, e isso ajuda muitíssimo em casos positivos de coronavirus”, concluiu Volnei.

O Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS) já divulgaram, mais de uma vez, que ainda não há cura para o coronavírus. Também não há tratamento de eficácia científica comprovada.

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