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Pandemia custou quase R$ 12 bilhões aos cofres públicos paulistas em 2021

Balanço do Tribunal de Contas do Estado indica aumento de 17% no volume de recursos gastos em 2021 no comparativo com o primeiro a no da pandemia

Por Clayton Freitas
31 jan 2022, 12h01

Relatório técnico divulgado pelo TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) indica que a pandemia demandou R$ 11, 9 bilhões aos cofres públicos paulistas no ano de 2021.

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Pelos dados da contabilidade do TCE-SP, o governo estadual investiu R$ 6,93 bilhões de janeiro a dezembro, enquanto as 644 prefeituras (a cidade de São Paulo possui um tribunal de contas próprio), destinaram, juntas, R$ 4,97 bilhões no enfrentamento à Covid-19.

O valor de R$ 11,9 bilhões é 17% superior ao destinado no primeiro ano da pandemia, em 2020, quantia que foi de R$ 10,17 bilhões. Desse montante, R$ 4,90 bilhões foram desembolsados pelos municípios, e R$ 5,27 bilhões, pelo governo estadual.

Pelo balanço, conclui-se que o governo estadual desembolsou 31,49% a mais em 2021 do que gastou em 2020 para conter a pandemia de Covid-19. Já o investimento dos municípios ficou quase igual, com elevação de 1,42%.

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Os recursos não somam as quantias realizadas por doadores privados.

Aulas e vacina
Além da prestação de contas, os técnicos do tribunal também questionaram os municípios paulistas a respeito de medidas que tomaram em relação a educação, mais especificamente sobre como lidaram com o fato de não poder receber os alunos de forma presencial durante a fase mais crítica da pandemia em 2021, e também como estão fazendo a vacinação.

Foi constatado que em 13 administrações municipais as aulas pararam totalmente. Em 583 foram adotadas medidas alternativas para substituir as aulas presenciais, e em 536, houve distribuição de merenda escolar aos alunos.

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Em relação a vacinação, apenas 17 cidades contrataram pessoal extra para poder fazer a vacinação. Ou seja, a maior parte das cidades usou suas próprias equipes e treinou pessoal de outras áreas para poder aplicar as injeções.

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Os dados indicam ainda que 22,5% das cidades (pouco mais de um em cada cinco, ou 145 do total), proibiu eventos públicos com aglomerações no final de 2021, tais como shows, festas e queima de fogos.

E somente 16,43% (106 cidades paulistas) estabeleceram a exigência de comprovante de vacinação para que os funcionários públicos pudessem comparecer ao serviço.

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