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Espanha anuncia plano de reabertura após desaceleração dos casos

Especialistas do governo europeu divulgam novas orientações em relação ao uso de máscaras e álcool em gel

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 1 Maio 2020, 21h08 - Publicado em 1 Maio 2020, 20h57

A Espanha ganhou destaque pela velocidade com que os casos de Covid-19 atingiram a população do país. No início de abril, o país ibérico chegou a passar o número de mortes na Itália, e contava com a taxa de mortalidade a cada 100 000 habitantes mais alta do planeta: 28.

Após adotar medidas severas com o chamado “lockdown total”, onde a circulação de pessoas é extramente restrita e os únicos trabalhadores autorizados a saírem de suas casas são os de setores considerados essenciais, o país entra em maio com a desaceleração da pandemia e a divulgação de um plano de reabertura e retorno das atividades.

Na quinta-feira (30) a Espanha registrou 2 441 novos casos de Covid-19. No pico da pandemia, em março, contabilizou até 8 271 novos pacientes por dia. O número de mortes também diminuiu. Na quarta-feira foram 268, contra as 961 registradas no dia 2 de abril, o maior número.

Na terça-feira (28) o presidente do governo, Pedro Sánchez, divulgou a transição para a normalidade. De acordo com o jornal El País, as medidas adotadas irão variar de acordo com a situação epidemiológica de cada província. Serão três fases, que não tem data precisa para começarem a ser implementadas, mas a previsão é que o país volte ao normal até o final de junho. Assim que a Fase I do plano começa a ser adotada em uma região, a previsão é que em duas semanas o local passe para a próxima, mas tudo poderá ser alterado conforme os indicadores da pandemia.

A Fase I, chamada de inicial, prevê a volta parcial de atividades específicas, como a permissão de reuniões sociais, a abertura de pequenas empresas, hotéis, cultos (limite de 30% da capacidade de ocupação do espaço), e abertura dos mercados ao ar livre. A Fase II, a intermediária, permite a abertura de restaurantes, cinemas e teatros, centros educacionais, shoppings (com restrição para a permanência nas áreas comuns) e a realização de casamentos com número limitado de pessoas. A Fase III, a avançada, prevê a flexibilização da ocupação de locais fechados, volta da operação de bares e baladas e abertura das praias.

Os especialistas do governo também deram dicas com medidas de segurança que devem ser adotadas pelos cidadãos quando a quarentena afrouxar. Eles indicam, por exemplo, que a população use as máscaras somente em ambientes fechados com concentração de pessoas, como no transporte público. Nas ruas e ao ar livre, sem aglomerações, não é necessário. Contraindicam o uso de luvas e afirmam que mais do que o álcool em gel, os espanhóis devem continuar lavando constantemente as mãos. Os médicos afirmam também que a população não precisa mais deixar os sapatos na porta de casa, ou trocar imediatamente toda a roupa ao chegar, “lavar as mãos é o suficiente”.

Até quinta, o país registrava 242 988 casos de Covid-19 e 24 824 mortes. O número de recuperados da doença era de 142 450, segundo o governo.

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