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Associação do setor recomenda priorizar exame de Covid para casos graves

Nota técnica diz que a alta transmissão provocada pela variante Ômicron pode levar a desabastecimento

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 14 jan 2022, 10h51 - Publicado em 13 jan 2022, 13h16

Uma nota técnica divulgada pela Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) indica que a testagem para a Covid-19 deva ser feita apenas em casos graves, pessoas hospitalizadas, integrantes do grupo de risco, grávidas, trabalhadores da área de saúde de serviços essenciais.

A entidade ressalta ser fundamental que toda a população seja testada, já que esta é a forma mais indicada para controle epidemiológico, porém lembra que, assim como em outras partes do mundo, a alta demanda de exames laboratoriais para detectar a Covid-19 leva a preocupação com a falta de insumos. E isso pode levar um desabastecimento.

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As empresas associadas à Abramed respondem por 65% de todos os tipos de exames realizados na rede privada do Brasil. Dados da entidade indicam aumento de 98% na quantidade de testes para Covid entre os dias e 8 de janeiro deste ano, no comparativo com os dias 20 a 26 de dezembro.

Outro fator preocupante é que a taxa de positividade –ou seja, quantas pessoas foram de fato contaminadas– passou de 7,6% para 40%. A entidade estima que se a evolução da transmissão persistir, sejam necessários 1,5 milhão de testes até o final deste mês.

É por isso que o risco de faltar exames existe, segundo a entidade, ainda mais quando se nota o que vem ocorrendo em outros países, que já enfrentam a falta de insumos.

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“É certo que o problema chegará ao Brasil, não sendo possível mensurar nesse momento até quando poderemos atender, pois os estoques são variados dependendo do laboratório e da região, mas há um risco real de desabastecimento”, informa.

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