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A importância de ficar em casa

A Prefeitura de São Paulo luta para combater a Covid-19 e precisa da colaboração da população para evitar a disseminação da doença

Por Ana Carolina Pereira, de Abril Branded Content Atualizado em 23 jul 2020, 12h24 - Publicado em 21 Maio 2020, 10h00

A ordem é não sair de casa para reduzir as possibilidades de contaminação pelo novo coronavírus e, principalmente, de disseminação do vírus. Mas, em casos de necessidade, como ir ao supermercado ou farmácia para a compra de alimentos ou medicamentos – ainda assim, de forma breve e cuidadosa, é preciso tomar certas precauções. Além do álcool em gel, outro item essencial para levar consigo ao colocar os pés na rua é a máscara.

O uso do item tornou-se obrigatório em locais públicos em todo o estado de São Paulo no dia 4 de maio e a prefeitura anunciou medidas para incentivar o cumprimento da regra. A Secretaria Municipal da Saúde já distribuiu 18 000 máscaras para pessoas em situação de rua, até o último levantamento.

No último dia 15, as secretarias municipais de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET) receberam mais de 306 000 peças por meio do Costurando pela Vida – projeto que está selecionando e contratando microempresas, empresas de pequeno porte, microempreendedores individuais e cooperativas para a produção de 1 milhão de máscaras de algodão.

Os equipamentos de proteção são distribuídos em centros de acolhimento para garantir que as pessoas possam conviver respeitando o distanciamento social e interagindo sem riscos.

Prefeitura e população juntas

Desde que surgiu, o novo coronavírus vem espalhando incerteza e fazendo vítimas por onde passa. Já são 4,2 milhões de pessoas infectadas no mundo e mais de 170 000 no Brasil, sendo 47 000 só em São Paulo. O número de mortes também é alarmante.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% dos casos da doença são leves e, entre os 20% graves, nota-se o acometimento de vários órgãos do corpo, com necessidade de cuidados intensivos.

Para atender os pacientes paulistanos e garantir o acesso à saúde em meio à pandemia, foram construídos Hospitais Municipais de Campanha no Pacaembu e no Complexo do Anhembi, com capacidade para 200 e 1 200 leitos, respectivamente. Esses centros foram criados com o objetivo de desafogar as UTIs dos hospitais já existentes, que receberam mais 840 leitos extras para lidar com a doença.

Mas, além da administração municipal, a população também precisa fazer a sua parte. Para não sobrecarregar o sistema de saúde como um todo, é necessária a colaboração de cada um: o momento pede distanciamento social.

“Para ajudar os profissionais de saúde a salvar vidas, você precisa ficar em casa”, Thelma Assis Prefeitura de São Paulo/Divulgação

Do confinamento ao distanciamento

A vencedora da 20ª edição do Big Brother Brasil, Thelma Assis, é a protagonista da nova campanha da Prefeitura de São Paulo, que prega o cumprimento da quarentena. O vídeo já circula nas redes sociais, TV, rádios e portais online. A médica passou cerca de três meses vivendo em frente às câmeras e voltou para casa vitoriosa, encontrando um mundo em que o distanciamento social faz parte de uma série de medidas que visam à proteção da população.

7 MEDIDAS PARA ADOTAR JÁ

1. Evitar aglomerações

Quanto mais pessoas, mais chances de contaminar ou ser contaminado com o vírus. O ideal é ter pouco ou nenhum contato com quem não mora com você. Lugares pouco arejados também não são recomendados.

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2. Usar máscaras

O uso da máscara é obrigatório em locais públicos em todo o estado de São Paulo. A medida é recomendada por médicos e cientistas como forma de controle da circulação do vírus. Quem descumprir a regra poderá receber advertências. A máscara deve cobrir a faixa entre o queixo e o nariz e ficar justa ao rosto. Durante o uso, evite tocá-la. Sua retirada deve ser feita pelas alças laterais. Lembrando que a máscara cirúrgica é de uso prioritário dos profissionais de saúde. Assim, o recomendado é investir em peças caseiras, de pano.

3. Manter distância

É necessária uma distância mínima de 1,5 metro para evitar o contágio pelo vírus via secreções. A Covid-19 pode ser espalhada por pequenas gotículas pela corrente de ar quando uma pessoa infectada tosse ou espirra e, até mesmo, por meio da fala.

4. Não tocar o rosto

As mãos tocam muitas superfícies e podem ser infectadas pelo vírus. Portanto, o ideal é mantê-las sempre longe do nariz, dos olhos e da boca – vias pelas quais a contaminação acontece.

5. Cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar

O importante é não deixar as gotículas se espalharem. O rosto pode ser coberto com a parte interna do cotovelo ou com um lenço descartável.

6. Lavar as mãos

A OMS considera o ato um dos principais instrumentos contra epidemias. Para se proteger e evitar a propagação do coronavírus é preciso fazer a higienização dos dedos, unhas, palma e dorso frequentemente, por 20 segundos, com água e sabão. Na impossibilidade dessa ação, utilize álcool em gel.

7. Respeitar a quarentena

Ficar em casa é um ato de amor e solidariedade. É cuidar de si, dos seus e da população como um todo. Caso precise sair, assim que voltar, retire as roupas e sapatos usados. Lave-os ou deixe-os ao sol por algumas horas. Caso apresente os sintomas da doença, como febre alta, dificuldade para respirar e tosse seca, é preciso se isolar de quem mora na mesma casa e procurar assistência médica.

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