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Viver num mundo de incertezas, com Michel Alcoforado

Para o antropólogo, é preciso entender o mundo para desconstruí-lo e então alcançar uma vivência coletiva que supere o individualismo

Por Helena Galante Atualizado em 16 out 2020, 20h45 - Publicado em 19 out 2020, 00h10

“De perto, ninguém é normal. Esse é o mantra básico de todos os antropólogos.” É assim que Michel Alcoforado, convidado de Helena Galante para o episódio #71 do podcast Jornada da Calma, explica o princípio de suas pesquisas.  “Nosso papel é tentar descobrir por que as pessoas fazem o que fazem. Isso é bom porque você consegue entender o outro a partir do ponto de vista dele.” Assim como numa jornada de autoconhecimento, o caminho da antropologia parte de entender como o mundo se constrói para assim desconstruir tudo o que for necessário.

Entre as mudanças urgentes está a visão individualista da vida, que o ditado popular “farinha pouca meu pirão primeiro” exemplifica tão bem. “A gente já sabe que esse negócio do individualismo não vai dar certo e por mais que ele se acirre agora, o que vai acontecer é ter mais gente percebendo que não vai dar certo.” Para Michel, o caminho para a mudança é nutrido de perturbações do jeito automático de pensar, provocações que façam pensar. “Essas pequenas transformações diárias que a gente gera são sementes pra transformação da sociedade. A gente tem que acreditar que pode mudar, senão, não serve.”

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