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“Me sinto mais em casa no Brasil do que nos EUA”, diz Tim Burton

Em coletiva de imprensa, o cineasta contou sobre sua experiência no Carnaval e impressões sobre a mostra do MIS

Por Julia Flamingo
Atualizado em 1 jun 2017, 16h20 - Publicado em 10 fev 2016, 16h46

Depois de curtir o carnaval do Rio de Janeiro num camarote na Sapucaí, tirar selfie com fãs e gravar vídeos dos desfiles no celular, o cineasta Tim Burton aterrissou em São Paulo rasgando elogios ao evento: “Ir para o Carnaval foi a experiência mais incrível que eu já tive”.

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Na coletiva de imprensa ocorrida nesta quarta (10), no MIS, Burton diz se sentir “mais estranhamente em casa estando no Brasil do que nos Estados Unidos”. Os gritos de Carnaval e o samba no pé o impressionaram. “No Brasil, parece muito mais fácil as pessoas se abrirem e expressarem suas emoções”, acrescentou.

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Nascido em Burbank, na Califórnia, o americano contou que sempre teve problemas para se manifestar. “Até hoje sinto que as pessoas têm dificuldade em me entender”, disse. Na exposição O Mundo de Tim Burton, isso fica bem claro: as centenas de desenhos apresentadas indicam que a arte era sua forma de expressão. Quando criança, vivia assistindo filmes de terror e lendo histórias assustadoras: “Sempre tive mais medo da vida real do que dos filmes de terror”, conta ele.

Tim Burton
Tim Burton ()

Divertido e despojado, o cineasta aplaudiu um elemento da exposição em São Paulo, criado especificamente para esta mostra: o escorregador: “Quero isso em todas as exposições!”, brincou. Ele também elogiou a maneira como as obras foram expostas; para o americano, a mostra cumpre sua função quando outras pessoas se inspiram em sua produção para também começar a criar: “A melhor frase que posso ouvir de uma criança é ‘Se você consegue eu consigo também’”, explica.

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Sobre futuros projetos, ele conseguiu (elegantemente) se esquivar de qualquer resposta. Foram mencionados os filmes Alice Através do Espelho e a continuação de Beetlejuice, mas a experiência demonstrada por seus cabelos grisalhos advertiu: “Não falo de futuros projetos: tenho experiência o suficiente para não fazer nenhum tipo de previsão até que eu esteja em um set de filmagem”.

No período da noite, o cineasta participa de um evento fechado para convidados do museu, na exposição.

 

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