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Vídeo: SP1 quebra protocolo para contar história de cinegrafista vítima de racismo

"A gente que é branco não sabe, porque com a gente isso não acontece", disse o jornalista Fabio Turci

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 14 jan 2021, 14h25 - Publicado em 14 jan 2021, 14h23

O jornalista Fabio Turci, apresentador do SP1 da Globo, revelou nesta quinta-feira (14) episódios de racismo da qual um colega de estúdio foi alvo. A fala do repórter veio após uma reportagem sobre o caso de um jovem de 23 anos que foi abordado por um policial militar: o agente afirmou que iria “enquadrar” o rapaz porque ele tinha “cara de ladrão“. O caso ocorreu em Santos na terça (12).

Depois de falar sobre o caso, Turci contou a história de Itamar, um cinegrafista que trabalha na Globo há 19 anos. “Itamar um dia foi parado pela polícia porque estava dirigindo um carro bacana, um carro da família dele. O policial com a arma na mão perguntou o que ele estava fazendo no carro”, começou o jornalista.

“O mesmo Itamar um dia foi seguido por seguranças de um shopping center, inclusive ouviu um deles pedindo reforço: o Itamar tinha ido sacar dinheiro no shopping center”. Na sequência, Turci fez uma reflexão sobre o racismo. “Essas coisas acontecem, nem sempre tão claramente com alguém dizendo porque acontecem. A gente que é branco não sabe, porque com a gente isso não acontece. Nosso papel é informar. O que você faz com essa informação? Você se conforma ou tenta fazer alguma coisa”.

Na sequência a televisão exibiu Itamar, operando uma das câmeras do SP1. “É sobre isso que a gente tem que refletir”, finalizou Turci. Confira o momento:

 

 

 

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