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Sem medo do escuro

Gabriela Pistelli, uma das fundadoras do Ateliê no Escuro, fala das possibilidades de cura emocional quando fechamos os olhos

Por Helena Galante Atualizado em 31 jul 2020, 13h03 - Publicado em 29 jun 2020, 00h01

“A gente tem uma cultura do medo do escuro, que no fim é o medo do desconhecido.” Foi para transformar essa relação que a psicóloga Gabriela Pistelli se juntou a outras três sócias para dar vida ao Ateliê no Escuro. Convidada do episódio #55 do podcast Jornada da Calma, ela conversa com Helena Galante sobre as possibilidades de aprendizado desse escuro terapêutico. “De olhos vendados a gente se encontra vulnerável. É uma oportunidade de pausa, de estar presente para olhar para dentro”, afirma Gabriela.

Conhecido pela série de Jantares no Escuro, o Ateliê no Escuro migrou para o formato digital durante a quarentena com rodas de conversa virtuais com todos os integrantes de olhos vendados. “Tem muita coisa aí dentro para olhar, coisas boas e ruins que nos compõem”, afirma. Depois do “tilt” inicial que o cérebro sente ao ser privado de um dos sentidos, abrem-se muitas possibilidades de aguçar outras percepções. “Quando eu tiro a visão, quanta coisa eu ganho? É um encontro com universo gigantesco e tão rico.”

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