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Sem medo do escuro

Gabriela Pistelli, uma das fundadoras do Ateliê no Escuro, fala das possibilidades de cura emocional quando fechamos os olhos

Por Helena Galante - 29 Jun 2020, 00h01

“A gente tem uma cultura do medo do escuro, que no fim é o medo do desconhecido.” Foi para transformar essa relação que a psicóloga Gabriela Pistelli se juntou a outras três sócias para dar vida ao Ateliê no Escuro. Convidada do episódio #55 do podcast Jornada da Calma, ela conversa com Helena Galante sobre as possibilidades de aprendizado desse escuro terapêutico. “De olhos vendados a gente se encontra vulnerável. É uma oportunidade de pausa, de estar presente para olhar para dentro”, afirma Gabriela.

Conhecido pela série de Jantares no Escuro, o Ateliê no Escuro migrou para o formato digital durante a quarentena com rodas de conversa virtuais com todos os integrantes de olhos vendados. “Tem muita coisa aí dentro para olhar, coisas boas e ruins que nos compõem”, afirma. Depois do “tilt” inicial que o cérebro sente ao ser privado de um dos sentidos, abrem-se muitas possibilidades de aguçar outras percepções. “Quando eu tiro a visão, quanta coisa eu ganho? É um encontro com universo gigantesco e tão rico.”

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