São Paulo terá o maior Carnaval de rua da história da cidade

Com mais de 500 blocos de rua, a festa promete ser democrática e descentralizada, além de contar com mais investimento em infraestrutura e segurança

Este é um ano marcante para o Carnaval de rua de São Paulo: será o maior da história da capital. Segundo a Prefeitura, em 2019, estão programados 516 blocos, em 556 desfiles, que circularão por 330 diferentes trajetos, espalhados por todas as regiões da capital. O público aguardado, entre participantes e turistas, deve ultrapassar os 5 milhões de pessoas.

Com um viés livre e democrático, a festa será mais descentralizada que nos anos anteriores. Ao todo, 29 subprefeituras terão desfiles, com atrações para os mais variados perfis de público. As regiões com maior concentração de blocos são Sé, Vila Mariana, Pinheiros e Lapa. E a folia agora alcança mais vias conhecidas da cidade, como Avenida Tiradentes, Avenida Marquês de São Vicente e Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini.

O Carnaval de rua na capital não só cresce a cada ano como também tem se tornado mais organizado. A segurança, por exemplo, além de contar com a Guarda Civil Metropolitana em todos os eventos para a proteção dos participantes, este ano será fortalecida com o monitoramento por drones nos locais de maior aglomeração.

Para quem utiliza transporte público, que deve ser o principal meio de locomoção no período, a SPTrans criou um serviço de busca de linha em que o usuário tem informações atualizadas sobre as mudanças de itinerário (por conta dos bloqueios e desvios para a passagem dos blocos). Agentes de trânsito e profissionais de limpeza urbana também estarão nas ruas atendendo a população.

Outra novidade é que a Prefeitura disponibilizou recursos, por meio da empresa patrocinadora, para os blocos criados há pelo menos três anos e com mais de 4 000 foliões. Eles vão contar com carros de som e ambulâncias durante os desfiles entre os dias 2 e 5 de março. O objetivo do fomento é estimular o evento a seguir também para outros bairros, descentralizando as atrações. “É é uma forma de incentivar os blocos comunitários a participar do Carnaval de rua, tornando as demais regiões da cidade tão atrativas quanto Sé e Pinheiros”, diz o secretário das Subprefeituras Alexandre Modonezi.

Para conferir a programação dos blocos em São Paulo, clique AQUI.

Guia do bom folião

Confira sete cuidados importantes para garantir que o clima de festa prevaleça ao longo do evento e você curta o Carnaval com conforto e segurança:

1. Celular no bloco
Evite imprevistos, principalmente o roubo, não andando com o aparelho nas mãos. Também jamais carregue-o no bolso de trás da roupa. Opte por levar um celular mais antigo para a folia, deixando o mais caro em casa. Para fazer fotos, ligar ou mandar mensagens, procure um local protegido, como uma loja, ou vá para perto da polícia.

2. Segurança
Evite o uso relógios e outros objetos de valor durante a festa e ande com cópias autenticadas de seus documentos. O ideal é deixar o carro em casa e ir de táxi ou transporte público. Mas, se precisar mesmo usar o veículo particular, procure por estacionamentos pagos. E, claro, se for dirigir, não beba. E jamais aceite bebidas oferecidas por estranhos.

3. Cuidados com as crianças
Se for levar criança para os blocos, é fundamental que ande com identificação visível – na qual estejam informados o nome dela e dos pais e um telefone de contato. Quem encontrar uma criança perdida deve levá-la a um policial ou agente de proteção.

4. Saúde antes de tudo
Prefira refeições leves, à base de frutas, cereais, alimentos integrais e raízes. Beba muito líquido, pois a desidratação é maior durante a folia. E tenha sempre um kit essencial: tênis, protetor solar e chapéu. Por fim, algo bem importante: sexo, só com camisinha. A Secretaria de Saúde distribuirá, gratuitamente, mais de 40 000 preservativos.

5. Celebração de cidadania
A prefeitura disponibiliza banheiros químicos, então ninguém precisa fazer xixi na rua – aliás, isso dá multa. Lembre-se sempre de que outras pessoas passam ou moram por ali e o mau cheiro é desagradável. E mais um alerta: lugar de lixo é na lixeira, e não no chão, combinado?

6. Adeus, assédio
É claro que a festa amplia o espaço para a paquera, mas não deve ultrapassar o limite e o respeito. A regrinha básica “não significa não” vem antes de tudo e, se não for seguida, configura assédio sexual. Para denúncias, a prefeitura disponibiliza o serviço 180, além do atendimento itinerante do Ônibus Lilás, que circulará prestando serviços às mulheres vítimas de assédio durante o Carnaval.

7. Trabalho infantil, não!
Todo mundo já viu, em grandes eventos, crianças trabalhando como ambulantes ao lado de adultos. Essa prática deve ser combatida, então, se presenciar algo desse tipo, ligue para o 156. Vale lembrar que há mais de 10 000 ambulantes cadastrados para trabalhar durante a festa.

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