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Ricardo Nunes empossa nova secretária de Cultura e rebate Alê Youssef

Antigo titular da pasta alegou que gestão do prefeito tinha dificuldades para compreender "caráter independente" da cultura; Aline Torres foi a escolhida

Por Redação VEJA São Paulo 30 ago 2021, 17h30

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), apresentou nesta segunda-feira (30) a nova secretária de Cultura da capital paulista, Aline Torres. A substituição ocorre após Alê Youssef pedir demissão do cargo na semana passada.

Na ocasião, Youssef alegou incompatibilidades ideológicas com a atual gestão da prefeitura e “dificuldade prática” para as verbas da Cultura em 2021. Durante a cerimônia, Nunes negou mudanças “nas diretrizes culturais estipuladas por Bruno Covas” para a área.

“O Bruno Covas já vinha valorizando a Cultura na cidade, aumentando o orçamento. Em 2019, o orçamento foi de 55,3 milhões [de reais], em 2020, 580 milhões e em 2021, até agora, 608 milhões”, disse o prefeito. De acordo com a prefeitura de São Paulo, a verba pode chegar a 750 milhões até o final deste ano.

“Tenho o compromisso de lutar para que a cada dia seja menos difícil para quem está onde eu saí”, disse Aline Torres, durante a cerimônia. Candidata nas eleições de 2020, Torres é filiada ao MDB e militante do movimento negro. Formada em Relações Públicas e em ciências econômicas, Aline é de Pirituba, Zona Norte da capital paulista e ocupava o posto de secretária-adjunta de Inovação e Tecnologia antes de assumir o cargo principal da Secretaria de Cultura.

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