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Pedro Burmester faz apresentação gratuita na Sala São Paulo

O pianista português fala sobre o repertório e as expectativas para o concerto, que ocorre nesta quinta (21)

Por Marcus Oliveira - Atualizado em 1 jun 2017, 17h50 - Publicado em 20 fev 2013, 20h23

Considerado um dos grandes pianistas da nova geração, o português Pedro Burmester está ao Brasil e realiza única apresentação na Sala São Paulo nesta quinta (21), às 20h30, com entrada gratuita. Sujeito à lotação, os ingressos começam a ser distribuídos duas horas antes do início do concerto.

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No repertório, o músico investirá em peças clássicas de Bach, Shubert, Chopin, Villa-Lobos, entre outros. Em um número especial, feito em dois pianos, ele vai dividir o palco com o brasileiro Pablo Rossi.

Burmester toca profissionalmente desde os 10 anos e já participou de eventos de grande importância no segmento erudito, como o La Roque d’ Anthéron, na França, e o Gewandhaus de Leipzig, na Casa Beethoven, Alemanha. Traz ainda na bagagem parcerias com os maestros Manuel Ivo Cruz, Miguel Graça Moura, Omri Hadari, Lothar Zagrosek, Michael Zilm, Frans Brüggen e Georg Solti.

Com três CDs solo lançados, Pedro alia suas performances com as aulas que comanda em escolas de música e na Universidade de Aveiro, todas em Portugal. Confira abaixo a entrevista com o artista:

VEJASÃOPAULO.COM — Como foi a escolha do repertório?

Pedro Burmester  — Escolhi compositores alemães, já que é impossível fugir deles na música clássica. Vou tocar Schumann, Bach e Beethoven, Villa-Lobos, Bernardo Sassetti e Aaron Copland. Espero que o público brasileiro goste.

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Elegeu alguma peça especialmente para o Brasil?

A de Bernardo Sassetti, que faleceu tragicamente em maio do ano passado, pouco tempo depois de eu ter tocado com ele em São Paulo.

Pedro Burmester sala sao paulo
Pedro Burmester sala sao paulo

Já conhecia o trabalho de Pablo Rossi? O que prepararam para o especial?

Sim, já o conhecia. Ele é colega de um aluno meu. Com certeza, promete ser um grande nome do piano brasileiro. Preparamos Suite Scaramouche, de Darius Milhaud, e Danças Húngaras, de Brahms. Faremos com dois pianos.

Admira algum compositor brasileiro?

É difícil escolher entre tantos e tão bons. Villa-Lobos, Gismonti, Tom Jobim, Elis Regina e Chico Buarque, por exemplo.

Quais são suas maiores influências na música clássica e o que não pode faltar em sua apresentação?

Acredito que Bach, o homem que escreveu o “novo testamento” da música.

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