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O prejuízo dos “não no meu quintal”

Raul Juste Lores e Sérgio Quintella falam sobre as barreiras contra novos empreendimentos que se tornaram comuns em áreas centrais

Por Helena Galante - 11 Feb 2020, 12h04

Morar em uma boa localização nas maiores cidades do mundo se tornou caríssimo. Muita gente querendo os mesmos bairros. Até a classe média acaba sendo empurrada para bairros distantes, com valor do metro quadrado mais barato. O que pouco se fala é que tais áreas centrais, onde estão os empregos e serviços, normalmente poderiam abrigar mais moradores. Mas não abrigam. Barreiras contra novos empreendimentos se tornaram comuns.

O podcast #SPsonha fala dos prejuízos às cidades causadas pela turma do “Não no meu quintal”. Gente que normalmente mora em boas áreas, mas não quer ninguém mais por ali. Novos prédios? São contra. Habitação social? Nem pensar. O poder de lobby veta até novas faculdades, feiras livres, escolas (que fatalmente irão para mais longe). Raul Juste Lores conversa com o repórter da Vejinha Sérgio Quintella, que escreveu diversas capas da revista sobre esses temas, como a multiplicação das lajes nas favelas e os esqueletos de prédios sem uso pela cidade.

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