Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Ex-bailarina proporciona cursos de dança para jovens de baixa renda

Diretora do Ballet Stagium, Marika Gidali é responsável pelo Projeto Joaninha, que já atendeu mais de 1000 crianças

Por Carolina Giovanelli Atualizado em 5 dez 2016, 12h19 - Publicado em 27 jun 2015, 00h00

Nascida em Budapeste, na Hungria, Marika Gidali veio para o Brasil quando tinha 10 anos. Seus pais, judeus, ainda receosos por causa da situação difícil que enfrentaram durante a II Guerra Mundial, resolveram sair da Europa. Por aqui, a menina começou a frequentar aulas de balé e aperfeiçoar sua técnica. Chegou a integrar companhias importantes, a exemplo do Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e trabalhar com figuras reconhecidas na área, como Renée Gumiel.

Em 1971, ela juntou-se ao marido, o bailarino mineiro Décio Otero, na direção de uma empreitada que dura até hoje: o Ballet Stagium, um dos principais grupos do Brasil. Com o elenco, fez turnês por cantos esquecidos do país e viu a cultura fazer diferença na vida da plateia. “Depois disso, nunca mais subimos ao palco por exibicionismo, queríamos sempre dialogar com o público”, lembra. “Dar é muito fácil. Para receber, porém, precisa ter modéstia.”

+ Ex-mendiga ajuda a reverter a má fama do Castelinho da Rua Apa

O contato com crianças teve início nos anos 90,quando a trupe passou a se apresentar em escolas públicas. Marika, hoje com 78 anos, foi então convidada a colaborar com a antiga Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), onde coordenou por sete anos cerca de sessenta professores, encarregados de ensinar dança aos infratores em todas as unidades paulistas. Pensando em como poderia evitar que os garotos fossem parar ali, fundou, em 2000, ao lado do marido, o Projeto Joaninha, responsável por promover cursos de danças contemporânea e clássica, além de esgrima e capoeira, para jovens de baixa renda.

O projeto começou na sede do Ballet Stagium, na Rua Augusta. Cinco anos depois, mudou-se para um espaço maior, do governo estadual, na Zona Sul, de onde precisou sair em outubro por causa da instalação no local do Centro Paralímpico Brasileiro. Agora, o grupo voltou para os Jardins. “Não penso apenas em formar bailarinos, mas cidadãos”, diz. Os cursos chegaram a atender 300 jovens ao mesmo tempo. Atualmente, são setenta.

Eles ingressam com idade entre 7 e 11anos. Às vezes, participam de até cinco aulas por semana, durante mais de uma década. Já foram acolhidos mais de 1 000 aprendizes. Alguns viraram professores e profissionais do ramo. “Sei que posso ajudar muito mais, só preciso de oportunidades”, lamenta ela, que há oito anos banca o projeto sem patrocínio. “Não é um trabalho voluntário, mas uma opção de vida.”

Projeto Joaninha. Rua Augusta, 2985, Cerqueira César, tel. 3085-0151

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Para entender e curtir o melhor de SP, Veja São Paulo. Assine e continue lendo.

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)

Impressa + Digital

Plano completo da VejaSP! Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

Receba semanalmente VejaSP impressa mais acesso imediato às edições digitais no App Veja, para celular e tablet.

a partir de R$ 19,90/mês