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Livraria dedicada a obras LGBTQIA+ abre as portas em bar da Santa Cecília

Com planos para virar selo editorial e loja itinerante, nova Livraria Pulsa será instalada em espaço onde antes funcionava uma sex shop

Por Humberto Abdo
11 mar 2022, 06h00

Saem os vibradores, entram os livros. Em uma sala dentro do Bar Das, na Santa Cecília, o espaço que antes abrigava uma pequena sex shop vai se transformar na nova Livraria Pulsa, dedicada a títulos do universo LGBTQIA+.

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Idealizado por Caroline Fernandes e Fer Krajuska, o endereço abre as portas em 8 de abril com um modesto acervo de quase trinta obras, todas assinadas por pessoas LGBTQIA+ ou com narrativas que destacam as experiências e vivências dessa comunidade.

Imagem mostra interior de bar com luzes vermelhas e paredes coloridas.
Drinques e leitura: Bar Das vai abrigar a nova Livraria Pulsa. (Rogerio Pallatta/Veja SP)

“Mesmo após trabalhar no mercado editorial por vários anos, demorei muito tempo para encontrar um livro em que me reconhecesse como mulher lésbica”, observa Caroline ao relembrar a escassez de publicações do gênero. “Na nossa seleção, partimos de leituras que já tínhamos feito antes e hoje em dia, felizmente, existe bastante coisa nas prateleiras. Não demos conta de comprar tudo o que gostaríamos por enquanto.”

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Antes da inauguração, a dupla planeja começar as vendas pelo site oficial no dia 15 de março. Opções como Amora, de Natalia Borges Polesso, e Garota, Mulher, Outras, de Bernardine Evaristo, estarão no catálogo. “Tivemos o cuidado de procurar autores trans e queremos buscar nomes de várias regiões para sair desse eixo do Sudeste”, ressalta Caroline.

Imagem mostra balcão de bar com bartender fazendo um drink.
Drinques e leitura: Bar Das vai abrigar a nova Livraria Pulsa (Rogerio Pallatta/Veja SP)

Também estarão à venda no local gravuras eróticas assinadas pela artista plástica maisumamariana e impressões fotográficas de Débora Machado, feitas a partir do processo de cianotipia. “Enquanto tomávamos cerveja surgiu a ideia de ter uma banca de jornal, mas fomos adaptando o formato”, conta Fer.

“Ainda queremos fazer com que a Pulsa seja uma livraria itinerante, rodando com nosso acervo por feiras, bares e festas, além de virar um selo editorial para poder publicar novos nomes e atrair todas as pessoas que se interessam por essa literatura, sejam elas LGBTQIA+ ou não.”

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Publicado em VEJA São Paulo de 16 de março de 2022, edição nº 2780

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