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Leal à esperança, com Ana Claudia Quintana Arantes

Especialista em cuidados paliativos, a médica fala sobre não sucumbir quando as coisas não vão bem

Por Helena Galante Atualizado em 27 ago 2021, 13h59 - Publicado em 30 ago 2021, 00h10

“Cantiga triste, pode com ela é quem não perdeu a alegria.” Esse poema de Adélia Prado curou a médica Ana Claudia Quintana Arantes de uma inquietação. Convidada de Helena Galante para o episódio #116 do podcast Jornada da Calma, Ana Claudia conta como é cuidar de pacientes em processo de adoecimento que inexoravelmente vão levar até a morte sem perder de vista a leveza. “Estar morrendo é estar vivo. Até que chegue o seu último suspiro, você está na sua vida”, ela fala. Com muita sensibilidade, a autora do livro A Morte É um Dia que Vale a Pena Viver conta de situações que são dramáticas, mas não precisam ser trágicas. “Enquanto a gente for capaz de sorrir e dar risada nos momentos que a gente esta vivendo algum perrengue, a gente consegue superar.”

Quando as coisas não vão bem, onde achar a fonte de estabilidade para seguir? “Para mim, é sempre um caminho de ser leal à esperança de estar bem no momento que estiver tudo bem, porque se eu sucumbir no momento que estiver tudo ruim, vou perder a chance de aproveitar quando as coisas estiverem melhores ou até resolvidas”, afirma. Ela está à frente da Casa Paliativa, que acaba de lançar o livro Contém Esperança, com participação de 46 pacientes e familiares que enfrentam dores causadas por doenças que ameaçam a continuidade da vida. “Tem gente que tem o diagnóstico de uma doença grave e se dá conta da beleza da vida exatamente por esse motivo.”

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