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Fernando Rocha revela que levou um ano para superar demissão da Globo

Emissora não renovou contrato do ex-apresentador depois de 26 anos

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 7 nov 2020, 18h31 - Publicado em 7 nov 2020, 18h26

Ex-apresentador do programa Bem Estar da TV Globo, Fernando Rocha, 53, recebeu a demissão em fevereiro de 2019. Na época, com 26 anos na emissora, o jornalista não tinha outros planos de carreira e precisou se reinventar.

Em entrevista ao Notícias da TV, Fernando revelou que levou um ano para superar a notícia. “Demorei um ano pra entender, pra olhar, pra limpar essas feridas, pra curar essas feridas, perceber que sentimentos eram esses que estavam comigo e onde esse caminho poderia me levar. Não são esses sentimentos que a gente enaltece, como alegria ou felicidade. Estou falando de medo, de incerteza, de tristeza, de saudade, de melancolia. Todos eles foram compondo uma luz, uma lente pra que eu pudesse enxergar”, conta.

O impacto da demissão motivou Fernando a experimentar outros trabalhos, como podcasts e programas para plataformas online e até a escrever um livro. Como ser leve em um mundo pesado foi lançado pela Editora Rocco no dia 30 de outubro.

No livro, o jornalista reuniu cinco aprendizados no período de mudança pessoal: perceber os sinais, ter iniciativa, rir de si mesmo, ser resiliente e conhecer as próprias emoções. “Foram quase 30 anos trabalhando na mesma empresa. Eu usei cinco elementos pra me levantar, que fazem parte da reestruturação de uma vida no mundo corporativo, de um relacionamento que se desfaz e tem que ser repensado, de uma vida familiar e de uma vida pessoal”, afirma.

A obra começa relembrando a piada que fez ao vivo com o Dr. Roberto Kalil Filho e que não deu certo: ao abrir o programa, o jornalista riu sozinho ao falar da despedida da clara e do ovo [que deveria ser gema] e quando os dois se encontram dentro do bolo”, transformado em meme em 2018. “Eu não entendi como a comunicação chegou. Eu contei uma piada para um médico, que estava vindo de um atendimento da madrugada inteira, no qual o paciente dele tinha morrido. Eu não quis ouvir o que estava acontecendo. É uma lição pra mim nesse sentido, de trabalhar com comunicação, de estar em uma emissora de televisão e não perceber como é importante a nossa comunicação com o outro no dia a dia”, confessa.

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