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Felipe Solari, ex-VJ MTV, aposta nos podcasts e renova carreira

Ele apresenta os podcasts Sistema Solari e WikiPod, que se destacam nas plataformas de streaming

Por Miguel Barbieri - Atualizado em 13 mar 2020, 11h50 - Publicado em 13 mar 2020, 06h00

Os tempos de baladas, festas, premiações e agitos ficaram para trás. Aos 37 anos e com fios grisalhos nos cabelos, Felipe Solari, ex-VJ da MTV, buscou uma saída estratégica para permanecer na mídia e sem precisar de uma exposição excessiva. Em 2018, entrou na onda dos podcasts e criou o Sistema Solari, que ocupa boa posição no segmento arte e entretenimento no Spotify. Recentemente, em sociedade com a Pod360, produtora e gerenciadora de podcasts, vem apresentando também o WikiPod.

Paulistano das Perdizes, Solari é filho de um diretor publicitário argentino, que mora nos Estados Unidos, com uma pedagoga. Estudou no Colégio Batista Brasileiro e no Pentágono. Enquanto fazia faculdade de rádio e TV na Faap, estagiou na TV Bandeirantes e tinha o sonho, como vários universitários focados em música, de trabalhar na MTV. Virou realidade, em 2005, ao atuar, ao lado de Marcos Mion e André Vasco, no seriado The Nadas. A partir daí, Solari deslanchou na carreira de VJ na emissora musical. Apresentou, entre outros programas, o Chapa Coco, Cine MTV, Overdrine e o Verão MTV.

Verão MTV: Solari apresentou o programa em 2008 Felipe Aguillar/Veja SP

Mion, além de mestre e referência, foi quem convenceu Solari a trocar a MTV pela Record, em 2010, para fazer parte da equipe do finado Legendários. Ele era o “justiceiro do verde”, em suas próprias palavras, e comandava como repórter um quadro sobre sustentabilidade. Três anos depois, o contrato acabou e Solari decidiu espairecer em outras praias. Dirigiu um curta-metragem (13Noir) e um documentário (Cordel de Trancoso) e fez uma participação especial como ator na série Zé do Caixão, do canal Space.

Legendários, na Record: Felipe apresentou o programa ao lado de Marcons Mion e Miá Mello Arquivo pessoal/Veja SP
Na série Zé do Caixão: junto com Matheus Nachtergaele Arquivo pessoal/Veja SP

Chegava a hora da virada. Inspirado pelo jornalista Ricardo Boechat (1952- 2019) e pelo podcaster americano Joe Rogan, bolou o Sistema Solari. Com o slogan “Conectando pessoas a novos pensamentos e modos de vida”, o programa semanal, também disponível com imagens das entrevistas no YouTube, já recebeu Astrid Fontenelle, Junior Lima, Mion e Mário Sergio Cortella, com quase 10 000 “ouvintes” cada um. “Não quero ser vítima dos números. Prefiro falar com pessoas interessantes e saber quem elas são, e não o que elas fazem. Funciona como uma terapia”, esclarece. Seu outro podcast, WikiPod, é sobre “biografias que não estão em livros”, como a história da estatueta do Oscar ou do personagem Coringa.

O Sistema Solari é gravado em seu apartamento no bairro de Higienópolis, num amplo edifício do arquiteto e construtor Artacho Jurado. Uma parede de tijolos (originais) compõe o cenário aconchegante e intimista. É lá também que Solari se acomoda diante da TV para acompanhar campeonatos de futebol, sua grande paixão. Atualmente solteiro e avesso às badalações de outrora, prefere jantar com os amigos de infância e assistir a séries como Dark, Barra Bravas e Peaky Blinders. “Eu quero aparecer nos lugares por causa do meu conteúdo, e não por ser um ex-MTV.” Sua meta, agora, é levar o Sistema Solari para a TV. “Sinto falta de grandes comunicadores”, diz.

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