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Autor da série infantil ‘Diário de um Banana’ lança livro em São Paulo

Jeff Kinney visitou escolas e promoveu noite de autógrafos da obra que é sucesso entre a garotada

Por Bruna Ribeiro Atualizado em 5 dez 2016, 15h59 - Publicado em 21 Maio 2013, 20h50

A série Diário de um Banana, do escritor e cartunista americano Jeff Kinney, 42 anos, é uma febre entre as crianças. Os sete volumes lançados desde 2007 já venderam 75 milhões de cópias no mundo – quase 2 milhões só no Brasil. Para a satisfação dos pequenos paulistanos, o autor divulgou o último livro, Diário de um Banana – Segurando Vela, em uma passagem pela capital, nos dias 22 e 23 de maio.

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Além de visitar os colégios Pio XII e Internacional – Alphaville, Kinney participou de uma tarde de autógrafos na Livraria Saraiva e encerrou sua visita ao país no Rio de Janeiro.

O personagem Greg Heffley, protagonista da obra, ficou famoso por ser o maior azarado. Ele tenta encontrar uma forma de lidar com seus irmãos Rodrick e Manny, os pais e a escola – conflitos comuns no mundo infantojuvenil. Em Dias de Cão, por exemplo, o menino é o único que não se diverte com a turma nas férias de verão. Ele fica dentro de casa, jogando videogame. Esta quinta aventura também foi exibida nos cinemas, no ano passado. Outros dois filmes inspirados na série (Diário de um Banana 1 e 2) chegaram ao Brasil em DVD. A nova história – Segurando Vela – mostra Greg sozinho em pleno Dia dos Namorados. O baile organizado pelo colégio, no entanto, pode mudar tudo.

 

Em entrevista a VEJASAOPAULO.COM, Jeff Kinney revela que muitas das histórias que aparecem no livro são acontecimentos de sua própria infância. O escritor pretende lançar mais três obras da mesma série e também criar novos personagens. Confira:

O personagem do livro surgiu de esboços, que se transformaram em um caderno de piadas. Como resultado, ele foi publicado em um site, em 2004. Imaginou que se tornaria um best-seller internacional? Eu não pensei sequer que o livro seria publicado, porque achava que ele era muito estranho. Eu não via um lugar para ele no mundo. Fiquei muito surpreso quando vi a história publicada. Esse sucesso todo se tornou ainda mais inusitado para mim. Nunca imaginei que estaria aqui hoje, por exemplo.

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O menino enfrenta dificuldades de relacionamento com a família e na escola. De onde veio a inspiração para criar Greg? Eu acho que tem muito de mim no Greg. Ele é um exagero dos meus piores fracassos quando criança. Ele é, na verdade, como muitas crianças.

Escreveu alguma história que realmente ocorreu na sua vida? Sim. Eu tornei tudo isso uma ficção e exagerei, mas a maior parte das histórias tem um fundo de verdade. Uma delas é que eu e um amigo estávamos fazendo uma bola de neve gigante no jardim. De tão pesada, caiu na terra e se tornou uma grande bola marrom. Não sei se essa piada faz sentido para as crianças brasileiras, mas coisas assim acontecem o tempo todo nos Estados Unidos.

Por que acha que crianças de todo o mundo se interessaram pelas histórias de Greg, que é um personagem muito americano? Eu não consigo calcular como meninos e meninas interpretam o texto no Brasil. Mas penso que a garotada é um pouco igual em qualquer parte do mundo, além de ser divertido aprender sobre outra cultura. O mundo inteiro também leu Harry Potter, que é bastante britânico. Acho que as crianças devem entender as piadas de Greg da mesma forma.

Elas se identificam com Greg? Creio que elas se sintam “superiores” a Greg. Talvez por isso ele seja engraçado para a garotada, que gosta de rir dos erros que ele comete. O sucesso vem das piadas, desse humor. E as ilustrações também tornam os livros mais acessíveis.

Participou de alguma maneira da produção dos filmes? Sim. Eu estava realmente envolvido com o autor e acompanhei as filmagens. Eu ajudei na escolha do elenco, no roteiro e em outros aspectos. O que é interessante do filme é que ele traz mais emoção à história. Você passa a se interessar por algumas relações entre os personagens com as quais não se importaria no livro. Acho que o filme torna algumas coisas mais especiais.

Seus filhos leem a série? Sim, mas não são muito fãs. O mais velho, de 10 anos, gosta muito de Harry Potter e de livros sobre dragões. A menina mais nova, de 7 anos, lê a série Big Nate e também alguns da turma do Charlie Brown. 

Lançará novos livros da série? Com certeza. Pretendo lançar mais três da mesma série, pelo menos. Também adoraria escrever outras histórias. Quero criar outro personagem e ver se ele terá o mesmo sucesso de Greg.

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