Clique e assine com até 89% de desconto

De namastê a hang loose, os gestos que podem substituir o aperto de mãos

O cumprimento pode estar com dias contados, então é preciso se inspirar em outras culturas

Por Humberto Abdo Atualizado em 26 jun 2020, 12h27 - Publicado em 26 jun 2020, 06h00

Na rotina pós-pandemia, o aperto de mãos pode estar com os dias contados. “A distância para o povo brasileiro, que gosta de se beijar e se abraçar, não é natural, mas foi imposta pelo risco de contágio”, observa a cerimonialista Vera Simão. Representações do aperto de mão existem em obras de arte desde o Egito antigo e a Mesopotâmia, mas sua origem não é clara — acredita-se que o gesto tenha surgido como sinônimo de paz.

“As pessoas davam a mão direita para demonstrar que não estavam segurando suas armas”, explica Patricia Junqueira, fundadora da Escola Brasileira de Etiqueta. “Existe uma tendência, pelo que vemos na Europa, de acenos para substituir esse toque constante, e com certeza teremos uma releitura disso”, acredita. “O mais relevante nessa etiqueta será respeitar o limite e o espaço de cada pessoa, pois algumas perderam entes queridos e estão com mais medo do que outras”, recomenda. “Apesar dessa manifestação corporal intrínseca, creio que vamos retornar a uma época em que transmitir a mensagem e os sentimentos pelo olhar será o mais importante”, completa Vera.

Ilustração Joana Resek/Reprodução

DUAS PALMAS

Em Zimbábue e Moçambique, o grupo étnico xona segue o costume de bater palmas em suas saudações, com pequenas variações: os homens posicionam as mãos de forma a exibir os dedos de frente para a pessoa e as mulheres cruzam as mãos ao bater.

Assine a Vejinha a partir de 6,90.

Ilustração Joana Resek/Reprodução

GESTO DE SHAKA

Conhecido como hang loose no Brasil e muito usado pelos surfistas, o gesto representa gratidão e amizade. Segundo a história local, surgiu com um homem que perdeu três dedos em um acidente no Havaí e popularizou o sinal entre os colegas de trabalho.

Ilustração Joana Resek/Reprodução

MÃO NO CORAÇÃO

Comum em países muçulmanos, é uma forma de demonstrar sinceridade ao dar boas-vindas a estranhos usando a mão direita. Em nações como os Emirados Árabes Unidos, as mulheres também não apertam as mãos de homens que não façam parte da família.

Continua após a publicidade
Ilustração Joana Resek/Reprodução

NAMASTÊ

A tradicional reverência indiana, com origem no hinduísmo, é uma representação da frase “o divino dentro de mim se curva ao mesmo divino em você”. Segundo a Fundação Americana Hindu, o gesto é uma forma de trazer paz entre povos, pessoas e nações.

Assine a Vejinha a partir de 6,90.

Ilustração Joana Resek/Reprodução

OI EM LIBRAS

Reconhecida oficialmente no Brasil, a linguagem em libras tem saudações como o “oi”, feito com o dedo mindinho. “Criado para ser diferente do ‘tchau’, pois ouvintes acenam igual na chegada e na despedida”, destaca Doani Emanuela Bertan, especializada em libras.

Ilustração Joana Resek/Reprodução

SAUDAÇÃO WAI

Das variações usadas em países asiáticos, o gesto wai é a versão tailandesa, com origem no budismo, e demonstra que a outra pessoa é tratada com igualdade como ser humano. A etiqueta exige que, para pessoas mais velhas, os dedos toquem levemente o nariz.

Assine a Vejinha a partir de 6,90.

Ilustração Joana Resek/Reprodução

SOBRANCELHAS E SORRISO

Em Samoa, na Oceania, o emprego de expressões faciais integra o cumprimento nacional mais frequente, com o levantar de sobrancelhas acompanhado de um sorriso — muito usado ao iniciar diálogos ou para expressar aprovação e consentimento.

Assine a Vejinha a partir de 6,90.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 1º de julho de 2020, edição nº 2693.

  • Continua após a publicidade
    Publicidade