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Boni fala sobre ataques de Bolsonaro e possível cassação da Globo

No programa Roda Viva, o ex-diretor geral da emissora falou em "guerra contra a democracia"

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 15 set 2020, 11h09 - Publicado em 15 set 2020, 11h07

O ex-diretor geral da Globo e fundador da TV Vanguarda, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, afirmou na última segunda-feira (14) no Roda Viva que o governo federal confronta a democracia. 

Boni foi questionado sobre os ataques de Jair Bolsonaro contra a imprensa e fez uma análise. “A primeira coisa que temos que considerar é que a guerra não é contra a imprensa, não é contra a televisão, é contra a democracia. Porque essas pessoas só estão combatendo a televisão e a imprensa porque aí reside o pilar de defesa da democracia”, argumentou no programa da TV Cultura

O entrevistado ainda lamentou que as emissoras televisivas tenham aceitado o “jogo” do Executivo. “É um jogo político sujo, uma maneira de provocar para aparecer e desenvolver um culto a personalidade inaceitável”. Ele ainda fez uma analogia com Adolf Hitler, afirmando que a situação no Brasil poderia acabar da mesma forma.

Cassação da emissora

Em outro tópico da conversa, Boni comentou sobre a concessão da Globo. O prazo dela vai até 2022 e o ex-diretor não se demonstrou preocupado com a possibilidade de acontecer uma cassação. “Cassação de empresa de TV e rádio no Brasil só aconteceu na ditadura. Não acho possível cassar a TV Globo pela penetração que tem, pelo respeito que as pessoas têm (pela Globo), pelos serviços que prestou ao país. Mas seria uma coisa no Brasil pior que uma revolução”, explicou..

Ele ainda completou o raciocínio afirmando que quem tentasse cassar a emissora estaria “jogando para perder”. “O valor que o entretenimento e informação têm para o público é inestimável. Seria um desastre total você punir a competência. Não se pode punir a verdade, portanto, não se pode punir a TV Globo”, concluiu.

Aficionado por jornalismo

Ainda na entrevista, Boni contou que é um consumidor frenético e intenso de jornalismo. Ele diz assistir telejornais de diferentes emissoras, tanto aqui no Brasil quanto nos Estados Unidos. Porém, quando o assunto é entretenimento, ele prefere as novelas a séries. “No começo, me entusiasmei com streaming, mas depois entrou num formato repetitivo, com coisas muito inferiores que as nossas novelas. Não deixo de ver uma pessoa que acho interessante, ou do ponto de vista de dramaturgia, de humor. O homem é o maior espetáculo da Terra e enquanto tiver gente para fazer do espetáculo, eu acredito”.

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