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Bernardo Bertolucci, diretor de O Último Tango em Paris, morre aos 77 anos

Segundo a imprensa italiana, o cineasta enfrentava "uma longa doença"

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 26 Nov 2018, 09h01 - Publicado em 26 Nov 2018, 08h56

Autor de filmes elogiados e controversos como O Último Tango em Paris (1972) e Os Sonhadores (2003), o cineasta italiano Bernardo Bertolucci morreu nesta segunda (26) aos 77 anos.

Segundo a imprensa italiana, ele estava em casa, em Roma. A causa da morte não foi revelada. O jornal Corriere Della Sera cita “uma longa doença” que estaria sendo enfrentada pelo diretor.

Por muitos críticos, Bertolucci era considerado um dos últimos mestres de uma era dourada do cinema italiano, que encontrou seu ápice entre os anos 60 e 70. Dirigiu clássicos como Antes da Revolução (1964), 1900 (1976) e O Conformista (1970). Com O Último Imperador (1987), ganhou o Oscar de melhor diretor, melhor filme e roteiro. O longa ficou com nove estatuetas da Academia de Hollywood. No Festival de Cannes, recebeu Palma de Honra pelo conjunto da obra.

Nos últimos anos, o diretor foi alvo de críticas depois de ter vindo à tona um vídeo em que ele admitia ter filmado uma cena de sexo não consentida em O Último Tango em Paris,. Nas imagens, gravadas em 2003 e republicadas por uma ONG espanhola no fim de 2016, Bertolucci afirma que a atriz Maria Schneider (1952-2011), na época com 19 anos, não sabia o que ocorreria na explosiva cena explícita em que Marlon Brando (1924-2004) usa manteiga como lubrificante.

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Bernardo Bertolucci nasceu em 16 março de 1941, em Parma.

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