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Pagar para sentir medo: capital ganha atração de terror em antiga fábrica

Abadom — Manicômio Esquecido é misto de casa do horror com escape room; saiba como funciona

Por Fernanda Campos Almeida Atualizado em 28 jan 2022, 12h03 - Publicado em 28 jan 2022, 06h00

Durante o dia, quem passa em frente ao número 448 da Rua Ada Negri, em Santo Amaro, na Zona Sul, nem imagina que o galpão de tijolinhos pichados que antes abrigava uma fábrica de roupas agora funciona como uma nova atração de terror à noite.

Inaugurado em dezembro do ano passado, o Abadom — Manicômio Esquecido (@abadomsp) é uma mistura de casa mal-assombrada, escape room e teatro interativo. Ao chegar ao portão do edifício, um funcionário na guarita indica uma escadaria que leva à recepção. Lá, é preciso assinar um termo de responsabilidade, colocar os pertences em um baú — incluindo celulares, é proibido tirar fotos — e passar por um detector de metais antes de participar da brincadeira.

Imagem mostra bandeja metálica em chão sujo, repleto de folhas de jornal.
A decoração macabra. Isis Silva/Divulgação

Um guia de macacão segurando um molho de chaves lidera grupos pequenos de até oito pessoas por corredores escuros até uma biblioteca antiga e empoeirada, onde narra-se a história: o manicômio foi abandonado em 1970 e muitos internos ainda estão lá. Os visitantes precisam passar por mais onze cômodos, a maioria com personagens enclausurados, e escapar dali.

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“A criança fantasia com princesas e super-heróis. O lúdico do adulto é o terror”, afirma Cadu Dib, um dos quatro sócios do negócio, que já idealizou diversas atrações imersivas e escape rooms com temática do horror pela cidade.

Imagem mostra jaula enferrujada com tecidos pendurados.
Espaço foi inaugurado em dezembro de 2021. Isis Silva/Divulgação

Os atores do Abadom são treinados, fantasiados e maquiados para parecer e agir como personagens clássicos dos filmes de terror. Eles não têm permissão para tocar nos participantes, que podem desistir da experiência a qualquer momento.

Há, por exemplo, uma cela, um laboratório para experimentos humanos e uma sala com cadeira elétrica, todos iluminados com luz baixa, com paredes riscadas e manchadas de sangue. Até o cheiro de cada ambiente foi planejado para remeter a um lugar antigo e abandonado.

De acordo com Cadu, os móveis do cenário, garimpados, são originais dos anos 50 a 80. Todo o percurso é equipado com câmeras de monitoramento e há uma equipe de profissionais à disposição para eventuais emergências. O uso de máscara é obrigatório. A experiência dura cerca de 25 minutos e custa 60 reais por pessoa.

Imagem mostra conjunto de seringas ensanguentadas jogadas no chão.
Idade mínima recomendada é de 16 anos. Isis Silva/Divulgação

O local funciona de quinta a terça, das 19h às 23h, e as reservas são feitas no site abadom.webflow.io. A idade mínima recomendada para participar é de 16 anos.

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Quem consegue ficar até o fim do passeio pode agendar a ida para outra atração, o Nível 3, com inauguração oficial prevista para março deste ano. O ponto de encontro é o mesmo endereço e uma van leva os interessados para outro local, que não é divulgado, a quinze minutos dali.

À Vejinha, Cadu conta que o desafio da experiência é passar por sete salas durante pouco mais de uma hora, mas dessa vez os personagens podem tocar nos participantes e tentar impedi-los de avançar no jogo. Confira algumas fotos da decoração:

Imagem mostra marca de mão ensanguentada em parede.
Isis Silva/Divulgação

Imagem mostra cabeça de bebê iluminada por luz amarela, invertida e apoiada em um móvel de um quarto escuro.
Isis Silva/Divulgação

Imagem mostra boneco de bebê ensanguentado em jaula enferrujada.

Imagem mostra pia metálica suja com uma corda desfiada dentro.
Isis Silva/Divulgação
Imagem mostra bolsa de sangue pendurada em apoio de metal.
Isis Silva/Divulgação

Imagem mostra tecido ensanguentado e preso por cordas.

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Publicado em VEJA São Paulo de 2 de fevereiro de 2022, edição nº 2774

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