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Cia. Tradicional de Comércio inaugura choperia em Moema

Criador de tendências culinárias, o grupo se mexe para não ficar para trás 

Por Saulo Yassuda Atualizado em 20 jan 2022, 09h16 - Publicado em 11 nov 2016, 23h00

A Cia. Tradicional de Comércio começou com o Original, em 1996. Depois desse bar em Moema, emendou outro sucesso. No caso, o Pirajá, em Pinheiros, receita “paulistanizada” dos botequins clássicos do Rio. Deu tão certo que surgiram por aí várias cópias do boteco, até no Tatuapé. E tome azulejos portugueses, chope cremoso, bolinhos de carne-seca com abóbora…

Com o passar do tempo, a criadora de tendências, que completa vinte anos, deixou de ser a ponta de lança de tantas modinhas culinárias. Como se corresse atrás do tempo perdido, a CiaTC, sigla pela qual a companhia é conhecida, vem investindo pesado para retomar o posto de vanguarda no mercado. Em outras palavras, a turma está “com sangue nos olhos”, como se diz por aí.

Em 2014, quando anunciou ter se unido ao fundo de investimentos 2+Capital, o grupo entrou em uma nova fase de expansão da empresa. Na linha de frente da sociedade figuram os pioneiros Ricardo Garrido, Edgard Bueno da Costa, Sergio Bueno de Camargo, Mario Gorski, Fernando Grinberg e André Lima. Mais recentemente, uniram-se a eles o chef Benny Novak e o empresário Renato Ades.

A empresa possui 22 estabelecimentos na metrópole (há outros seis em Alphaville, Campinas e Rio de Janeiro). Juntas, as casas paulistanas têm um movimento mensal de 260 000 clientes (quase o triplo de dez anos atrás). Além das marcas Original e Pirajá, fazem parte da lista a pizzaria Bráz, a Lanchonete da Cidade e o restaurante Ici Brasserie, entre outros negócios.

Bráz - Caprese -
Bráz – Caprese –

A relação deve crescer com a inauguração de uma filial do Pirajá no dia 25 no Shopping Eldorado. Antes, no dia 18, o grupo mergulha de vez num assunto em voga, o chope especial, com a abertura do Câmara Fria, em Moema. Discreta, a casa ocupa o piso superior do primeiro bar da empresa, o Original.

No espaço, serão servidos dez tipos da bebida nacional — a maioria deles da mineira Wäls, comprada em 2015 pela AmBev —, 25 rótulos de cerveja e comidinhas como as minipizzas da Bráz. “Será o lugar onde o público acostumado com o chope tradicional migrará para o artesanal”, aposta Garrido.

Pouco a pouco, os sócios também idealizam uma nova pizzaria, um desdobramento moderninho da irmã mais velha cujo projeto é chamado de Forno, ainda sem prazo para sair do papel. Com a expansão, o desafio é manter a qualidade dos negócios do grupo, que pode oscilar a depender da unidade, como ocorreu com a Bráz, que perdeu uma de suas quatro estrelas na mais recente edição COMER & BEBER. Erros pontuais, acreditam os donos. “Estamos melhor que há vinte anos”, garante Garrido.

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MEIA DÚZIA DE CLÁSSICOS

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Os ícones do grupo gastronômico mais imitados pela cidade

> Chope. Propagou, a partir do Original, o modo de extrair a bebida com três dedos de colarinho cremoso, bem ao estilo do clássico Bar Léo.

Chopp Original
Chopp Original

> Pizza caprese. A salada de mussarela de búfala, tomate e manjericão sobre o disco de massa foi difundida pela cidade a partir da Bráz.

> Bolinho carioca. Criação da chef consultora Ana Soares para o Pirajá, o famoso bolinho tem massa de abóbora e recheio de carne-seca.

Bolinho de abóbora com carne-seca, do bar Pirajá
Bolinho de abóbora com carne-seca, do bar Pirajá

> Batata rústica. Para acompanhar o hambúrguer, a Lanchonete da Cidade lançou a versão com casca mais alecrim e alho.

> Picadinho. A saborosa pedida do Astor, guarnecida de arroz, farofa, caldo de feijão e banana à milanesa, virou um hit instantâneo.

Picadinho guarnecido de ovo poché, pastel, farofa e banana à milanesa, do Bar Astor
Picadinho guarnecido de ovo poché, pastel, farofa e banana à milanesa, do Bar Astor

> Gim-tônica. Em 2012, o Astor estreou uma carta com diferentes versões da bebida. O coquetel caiu no gosto popular e voltou às cartas paulistanas.

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