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Por Bárbara Öberg
A repórter Bárbara Öberg fala sobre bem estar, exercícios, saúde e novidades para melhorar a rotina.
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Arquiteta larga emprego para dar a volta ao mundo de bike

Toda semana, abrimos um espaço nesse blog para que você, leitor, conte sua história de superação – relacionada à saude, bem-estar e ao peso. Trazer o relato de anônimos – que não estão nem aí pra ser capa de revista ou fazer volume de seguidores no Instagram – é um jeito de incentivar vocês. O […]

Por VEJA SÃO PAULO
Atualizado em 26 fev 2017, 14h16 - Publicado em 6 nov 2015, 11h28
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Rafaela, durante pedalada em Passo Zeballos, Patagônia Argentina

Toda semana, abrimos um espaço nesse blog para que você, leitor, conte sua história de superação – relacionada à saude, bem-estar e ao peso. Trazer o relato de anônimos – que não estão nem aí pra ser capa de revista ou fazer volume de seguidores no Instagram – é um jeito de incentivar vocês. O caso de hoje é da ex-arquiteta Rafaela Asprino, que guardou o diploma na gaveta, e ganhou o mundo pelas rodas de sua bike. Está com o menor peso de sua vida e mora em um motor home com o companheiro, Olinto Ferreira. Veja a seguir sua saga.

“Quem me conhece sabe que fui uma das melhores alunas da classe, quer dizer, quase… na aula de educação física eu sempre ficava pra trás. Foi assim que cresci com uma verdade: eu era inteligente e não servia para praticar esportes. Lá pelos 20 anos, porém, me apaixonei pela bicicleta, por aquela sensação de liberdade, pelo famoso e agradável “ventinho no rosto” que só os que pedalam sabem o que é. Mesmo morando em São Paulo e tendo que enfrentar muitos carros na rua, me sentia bem usando a bike como meio de transporte. Em média, percorria 15 km por dia. E nem imaginava que pessoas comuns (e não atletas) pudessem vencer grandes distâncias e, muito menos, fazer viagens.

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Quando eu já tinha 32 anos e um histórico de dietas – com altos e baixos no meu peso, e principalmente uma autoimagem corporal de gorda – descobri que se me esforçasse um pouco mais poderia ir muito longe com minha bicicleta. Foi assim que passei a treinar diariamente, ganhando melhor condicionamento físico. Depois de um ano já participava de competições e  pequenas viagens. Finalmente aquela verdade da infância estava sendo desfeita… A cada dia meu corpo me devolvia em saúde e bem-estar todo o investimento que estava fazendo nele.

Há um axioma que diz: “Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece”. Através de uma amiga em comum, conheci Antonio Olinto (atual marido), que na época já morava em um motor home e viajava de bicicleta pelo mundo. Me apaixonei pelo homem e pela ideologia de vida que ele me apresentou: “É na simplicidade das coisas pequenas que reside a liberdade”.

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Com o marido Olinto, a mais de 5 300 metros de altitude, no passo da estrada mais alta do mundo – KhardungLa, Ladakh, Índia

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Não demorou muito e eu já tinha abandonado meus dois empregos como arquiteta, vendido o carro e eletrodomésticos, doado outros pertences e alugado meu apartamento. Deixei a cidade grande e ganhei o mundo na simplicidade das duas rodas, com minha própria energia.

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Hoje, com 41 anos, estou com o menor peso da minha idade adulta e na melhor forma da minha vida. Isso conquistei com muitas pedaladas, mas principalmente com a compreensão de como o meu organismo funciona, que alimentos me ajudam e quais me atrapalham. Nesse processo, além de emagrecer, me curei de uma doença que me acompanhava por 20 anos.  Não tenho barriga tanquinho, mas a certeza de que posso realizar o que quiser.  Todos os dias tenho a oportunidade de praticar o desapego e o controle da ansiedade, que me fazia ter medo das subidas.

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Tenho a oportunidade de me aproximar da essência do meu ser, aprender e evoluir. Pra falar a verdade, acredito que todos nós temos esse poder, cabe a nós descobrir nossas próprias verdades e transformar-nos. Einstein já dizia: “A vida é como andar de bicicleta, é preciso movimento para estar em equilíbrio”.

Abaixo o trailer da viagem à Índia:

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[youtube https://www.youtube.com/watch?v=3q3k8jgtaT4?feature=oembed&w=500&h=281%5D

Em tempo: Rafaela e Antonio Olinto viajam pelo mundo em bicicleta. E há oito anos moram num motor home. Integram o Projeto de Cicloturismo no Brasil, que tem como objetivo divulgar o cicloturismo. No site www.olinto.com.br  você pode saber mais sobre o projeto e adquirir as publicações do casal.

Em tempo 2: pra me seguir no Instragram, acesse @canseidesergorda_

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Temos uma página no FB: Cansei de Ser Gorda.

Pra me contar sua história, escreva: chrismartinez@butiquedeletras.com.br

Um beijo, até mais.

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