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Filmes resgatam histórias e polêmicas de lendas da música

Recém-lançado nas plataformas digitais, documentário sobre os Bee Gees é uma das atrações. Confira outras dicas

Por Miguel Barbieri Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
11 mar 2021, 11h00

Quatro novos documentários que chegaram às plataformas digitais resgatam grandes nomes da música. É claro que, quando você gosta do som, o filme te agrada mais. Isso aconteceu comigo nos documentários sobre os Bee Gees e Charles Aznavour. Embora eu não curtisse o som dos Beastie Boys, o formato do doc é bem bacana. Confira abaixo minhas dicas.

The Bee Gees — How Can You Mend a Broken Heart > Quem não dançou ou ao menos chacoalhou o esqueleto ao ouvir Stayin’ Alive e Night Fever, duas das mais emblemáticas canções dos Bee Gees, que fazem parte da trilha sonora de Os Embalos de Sábado à Noite (1977)? O trio anglo-australiano, porém, vai muito além dessas músicas e é o que desvenda o novo documentário. Com a morte dos gêmeos Maurice (1949-2003) e Robin (1949-2012), restaram as memórias de Barry Gibb, hoje com 74 anos. Embora ele relembre momentos de uma carreira com glórias e declínios, o diretor Frank Marshall acerta mais no ótimo compilado de sons e imagens para mostrar a história dos irmãos, que saíram da Austrália, em 1967, para tentar a carreira na Inglaterra dos Beatles. I Started a Joke estourou e os Bee Gees ficaram famosos, mas, com 20 e poucos anos de idade, entraram num turbilhão de emoções, com o assédio de fãs e discórdias pessoais. Decidiram dar um tempo e voltaram a se reunir em 1971, quando lançaram o hit How Can You Mend a Broken Heart. A partir daí, a trajetória foi marcada por desencontros, experiências em outros gêneros musicais, mudanças (para os Estados Unidos, por sugestão de Eric Clapton) e praticamente um renascimento das cinzas quando o produtor Robert Stigwood os convidou para compor algumas canções para o longa-metragem Saturday Night Fever, com os embalos de John Travolta. Há ainda um capítulo sobre o caçula e também cantor Andy Gibb (1958-1988). O realizador não economiza nos fatos e na quantidade de imagens em quase duas horas de duração. Prepare-se, portanto, para um memorial recheado de muitas informações. NOW, Looke e outras plataformas de aluguel.

Noto­rious B.I.G. — A Lenda do Hip Hop > A vida de Christopher Wallace não foi fácil. Nascido em 1972, ele não conheceu o pai e foi criado pela mãe numa das áreas mais pobres e perigosas do Brooklyn, em Nova York. Aos 14 anos, largou a escola para ganhar dinheiro com o tráfico de crack. Tinha, porém, um dom: criar letras, muitas vezes autobiográficas, do gênero conhecido como gangsta rap. Começou a nascer aí The Notorious B.I.G., que caiu nas graças do produtor Puff Daddy, gravou discos, ganhou fama e dinheiro. Em 1997, aos 24 anos, foi assassinado. O filme passa a limpo a trajetória dele com imagens de arquivo e depoimentos de amigos, da mãe, nascida na Jamaica, e da viúva, entre outros. O formato é quadrado e convencional e há omissão, por exemplo, de suas passagens pela prisão. Não deixa, contudo, de prestar uma justa homenagem àquele que é considerado um dos maiores rappers da história. Netflix.

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Beastie Boys Story > Os fãs do Beastie Boys podem até estranhar a ausência da anarquia que caracterizou a banda teen entre as décadas de 80 e 90. Mas há que reconhecer o formato original do documentário/espetáculo, dirigido pelo badalado Spike Jonze, de Quero Ser John Malkovich (1999) e Ela (2013). Como numa apresentação de stand-up, Michael Diamond (o Mike D) e Adam Horovitz (Ad-Rock) receberam o público, em 2019, no belíssimo Kings Theatre, no Brooklyn — Adam Yauch (MCA), o terceiro integrante, morreu de câncer em 2012, aos 47 anos. A dupla, então, relembra toda a trajetória da irreverente “boy band”, que marcou época por ser o primeiro grupo de brancos a adentrar o rap, gênero dominado pelos negros de Nova York. Num telão ao fundo do palco são projetadas imagens de época, com entrevistas, momentos emblemáticos e videoclipes. Entre as recordações, os “tiozinhos” assumem os erros de uma carreira de altos e baixos e deixam aflorar a emoção nos minutos finais. AppleTV+.

Aznavour por Charles > Charles Aznavour (1924-2018) tinha horas e horas de filmagens, em super-8 e 16mm, captadas de 1948 a 1982. Elas nunca foram vistas — até que o cantor ofereceu o material ao amigo Marc Di Domenico, que concebeu o criativo documentário. Ao longo de enxutos 75 minutos, o filme traz imagens aleatórias feitas em suas turnês mundiais, passando da Bolívia ao Japão, de Hong Kong a Nova York, de Moscou a Erevã, a capital da Armênia, terra natal de seus pais. Além de filmar, ele também gostava de ser registrado — e aí surgem sequências nostálgicas ao lado de divas como Edith Piaf, Catherine Deneuve e Anouk Aimée. Uma das vozes mais conhecidas e marcantes do cancioneiro francês, Aznavour também foi ator em mais de setenta produções, como o clássico Atirem no Pianista (1960), de Truffaut. O longa-metragem, porém, não se resume a um mero compilado de imagens antigas e traz narração em primeira pessoa do astro Romain Duris, que revela a tumultuada vida de Aznavour — dos três casamentos à morte de seu primogênito, por overdose. E, claro, há canções emblemáticas como La Bohème e She. NOW, Looke e outras plataformas de aluguel.

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