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Humberto Abdo (Maria Carolina Matheus da Silva) Terraço Paulistano Notas exclusivas sobre artistas, políticos, atletas, modelos, empresários e pessoas de outras áreas que são destaque na cidade. Por Humberto Abdo.

Manifestantes protestam contra racismo em shopping

Ato protestou contra o Pátio Higienópolis, que entrou na Justiça para poder apreender menores de rua que cometiam vandalismos por lá; veja o vídeo

Por Ana Carolina Soares Atualizado em 27 fev 2019, 20h54 - Publicado em 27 fev 2019, 20h50

Por volta das 20h, um grupo de cerca de vinte manifestantes entrou no shopping Pátio Higienópolis em um protesto contra o racismo. Eles começaram a ação no Largo do Arouche e quiseram terminar no interior do empreendimento. Segundo a assessoria de imprensa do local, os seguranças permitiram a entrada, porque se tratava de um ato pacífico.

Os manifestantes permaneceram por volta de meia hora, estenderam uma faixa e gritaram palavras de ordem contra a discriminação, além de um discurso de repúdio contra o shopping. Assista um trecho:

Dias atrás, a direção do Pátio Higienópolis entrou com uma ação para tentar apreender menores, moradores de rua, que estivessem desacompanhados, praticando atos de vandalismo, furtos, ou intimidando frequentadores.

A juíza Mônica Gonzaga Arnoni, da 1ª Vara da Infância e da Juventude da capital, negou na quinta (21), alegando alegou que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já prevê a apreensão de menores infratores. Na decisão, escreveu que uma eventual autorização para apreensão de menores desacompanhados ou “esmolando nas dependências do empreendimento” objetiva, “em verdade, um salvo-conduto para efetivar no estabelecimento uma genuína higiene social”.

Na época, em nota via assessoria de imprensa, a equipe pediu desculpas.  “O Shopping Pátio Higienópolis lamenta o ocorrido e pede sinceras desculpas por gerar qualquer tipo de interpretação contrária à intenção de proteger os menores desacompanhados. O empreendimento esclarece que seu pedido de apoio tutelar a Vara da Infância foi mal interpretado e reforça que nunca quis ultrapassar os direitos das crianças e adolescentes. O shopping reitera ainda que repudia veementemente todo tipo de discriminação.”

Por volta das 20h30, os manifestantes deixaram o local e não houve nenhum tipo de vandalismo ou incidente.

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