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Empresária faz campanha na internet para encontrar a irmã

"Se você nasceu em São Paulo, foi adotada por um casal de advogados e sua mãe biológica se chama Marlene, quero muito te conhecer", posta Fernanda Nobre

Por Ana Carolina Soares
18 jan 2019, 19h42

Vou tentar novamente: se você nasceu em São Paulo, foi adotada por um casal de advogados, tem entre 38 e 40 anos e sua mãe biológica se chama Marlene, eu sou sua irmã e quero muito te conhecer.” Há dois anos, a empresária Fernanda Nobre, de 41 anos, dona de uma indústria gráfica em Criciúma (SC), posta em suas redes sociais o apelo. Ela tenta encontrar sua irmã, que foi entregue pela mãe, Marlene Neves, 64, ainda na maternidade. “Ela não se lembra o dia, a maternidade e, como não quis se apegar à criança, foi embora da cidade sem sequer saber o nome da menina”, diz Fernanda.

A história da empresária renderia enredo de filme. Ela nasceu em Visconde de Rio Branco (MG) e, aos 5 meses de idade, sua mãe decidiu ir embora para São Paulo, com o noivo da prima do marido – pai de Fernanda -, o locutor de rádio Jorge Luiz da Silva (64, atualmente). Fernanda foi entregue a Maria do Carmo, de 88 anos, sua avó paterna. “Minha mãe reaparecia a cada dois anos, para me visitar”, lembra.

Por aqui, Marlene engravidou pouco tempo depois. Quando soube da gestação, o então parceiro fugiu. “Ela passou fome e precisou fazer faxina para se sustentar”, conta Fernanda. Sem condições de criar a menina, a mãe entregou a criança para um casal de advogados e partiu para Ubá (MG), onde vive até hoje.

Além da irmã que busca na internet, Fernanda possui outros dois irmãos. Quando a empreendedora tinha 12 anos, conheceu Jonathan (hoje com 35 anos), filho de outro relacionamento de Marlene. O menino também foi entregue à avó paterna, em Ubá. “Perdemos o contato, mas não me preocupo com ele, porque sei que está bem”, conta.

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A empresária também gostaria de buscar a caçula, que teria 33 anos, mas não possui nenhuma pista dela. “Minha mãe não lembra sequer o ano em que ela nasceu. Diz que a menina sumiu na maternidade, em Ubá”, conta.

História (quase) repetida

Fernanda se mudou para Criciúma em 1997. Sem se formar em uma faculdade, começou como atendente de loja e acabou como sócia do empreendimento. Ela tem três filhos: Andreia, de 25 anos, Leonardo, 22, e Brida, 19.

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“Quando minha filha nasceu, eu era muito nova e entreguei para a minha avó cuidar dela”, lembra. “Dois anos depois, caiu a ficha: estou repetindo a história da minha mãe. Ou seja, estou fazendo com minha filha o que minha mãe fez comigo. E busquei minha menina para criá-la”, conta.

A empresária não nutre mágoas da mãe. “Ela deu seus filhos porque admitiu que nunca teve vocação para a maternidade. Tudo bem, direito dela. Ela poderia ter abortado a gente. Serei eternamente grata porque ela me deu meu maior presente: minha vida.”

Agora, espera que a internet ajude a saber o paradeiro de sua irmã. “Quero saber se está bem e dizer a ela que pode contar comigo.”

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