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Bolsonaro ataca Folha de S. Paulo e resposta de Bonner repercute na web

O comentário feito pelo presidente eleito no Jornal Nacional provocou discussão sobre liberdade de imprensa

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 30 out 2018, 09h46 - Publicado em 30 out 2018, 09h43

Na primeira entrevista de Jair Bolsonaro ao Jornal Nacional após sua eleição, exibida na segunda (29), um momento de “embate” entre o presidente e o apresentador William Bonner repercutiu nas redes sociais. Se o tom da conversa parecia ameno, ele esquentou quando o âncora perguntou sobre os ataques feitos ao político do PSL ao jornal Folha de S. Paulo. Na última semana do período eleitoral, a publicação divulgou denúncias sobre um suposto esquema ilegal de disparos de mensagens no WhatsApp contra o PT.

– Presidente, o senhor sempre se declara, enfaticamente, um defensor da liberdade de imprensa. Mas, em alguns momentos da campanha, o senhor chegou a desejar que um jornal deixasse de existir. É indiscutível que a imprensa não é imune a erros e nem críticas. E isso vale para qualquer órgão da imprensa. Mas também é fato que a imprensa livre é um pilar da democracia. Como presidente eleito, o senhor vai continuar defendendo a liberdade da imprensa e a liberdade do cidadão de escolher o que ele quiser ler, ver e ouvir? – perguntou Bonner.

– Totalmente favorável à liberdade de imprensa – respondeu Bolsonaro – Temos a questão da propaganda oficial do governo, que é outra coisa. Mas aproveito o momento para que nós venhamos a fazer justiça aqui no Brasil. Tem uma senhora, de nome Walderice, minha funcionária, que trabalhava na vila histórica de Mambucaba (região próxima a Angra dos Reis, no Rio de Janeiro), e tinha uma lojinha de açaí. O jornal Folha de S. Paulo foi lá, nesse dia 10 de janeiro, e fez uma matéria, e a rotulou de forma injusta como fantasma. É uma senhora, mulher, negra e pobre. Só que, nesse dia 10 de janeiro, segundo boletim administrativo da Câmara, ela estava de férias. Então ações como essa, por parte de uma imprensa, que mesmo a gente mostrando a injustiça que cometeu contra essa senhora, ao não voltar atrás, logicamente não posso considerar essa imprensa digna. Não quero que ela acabe, mas, no que depender de mim, na propaganda oficial do governo, imprensa que se comportar dessa maneira, mentindo descaradamente, não terá apoio do governo federal.

A declaração deixou Bonner visivelmente desconcertado. Em seguida, ele respondeu:

– Então o senhor não quer que esse jornal acabe. O senhor está deixando isso claro agora.

– Por si só, esse jornal se acabou. Não tem prestígio mais nenhum. Quase todas as fake news que se voltaram contra mim partiram da Folha de S. Paulo. Inclusive a última matéria, em que eu teria contratado empresas fora do Brasil, via empresários daqui, para espalhar mentiras sobre o PT. Uma grande mentira. Mais um fake news do jornal Folha de S. Paulo, lamentavelmente.

Bonner, que parecia pronto para seguir a uma outra pergunta, voltou a responder:

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– Presidente, me permita… É… Como editor-chefe do Jornal Nacional, eu tenho um testemunho a fazer. Às vezes, eu mesmo achei que críticas que o jornal Folha de S. Paulo tenha feito ao Jornal Nacional me pareceram injustas. Isso aconteceu algumas vezes. Mas, para ser justo, do lado de cá, o jornal sempre nos abriu a possibilidade de apresentar a nossa discordância, de apresentar os nossos argumentos, aquilo que nós entendíamos ser a verdade. A Folha é um jornal sério. É um jornal que cumpre um papel importantíssimo na democracia brasileira. É um papel que a imprensa brasileira desempenha e a Folha faz parte desse grupo da imprensa profissional brasileira… Mas a gente pode seguir adiante com a próxima pergunta.

Geraldo Alckmin, candidato do PSDB, respondeu no Twitter que os ataques feitos ao presidente à Folha representam uma “ofensa à moralidade e ao jornalismo nacional”.

Nas redes sociais, o ataque de Bolsonaro ao jornal repercutiu, com fortes reações tanto dos eleitores do presidente (muitos defenderam os comentários feitos por ele) quanto da oposição, que refutou a postura do político. Em matéria, a Folha voltou a apontar detalhes sobre o caso Walderice e sobre as denúncias de disparos ilegais de mensagens via WhatsApp.

“O presidente eleito disse que a reportagem da Folha o acusa de ter contratado empresas no exterior, por meio de empresários, para enviar mensagens anti-PT por aplicativo. Na verdade, a reportagem publicada no dia 18 de outubro afirma que empresários impulsionaram disparos por WhatsApp contra o PT. O pagamento por empresas de ações que beneficiem a campanha de um candidato é proibido pela lei eleitoral”, apontou o jornal.

Assista (a partir de 5:00)

https://www.youtube.com/watch?v=3oUeed_G8Gw

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