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Bibi Ferreira e uma versatilidade em extinção

Aos ouvidos do público, os acordes da canção “Malandragem”, de Cazuza e Roberto Frejat, soa inicialmente como uma estranha ironia. Embalada pela versão instrumental da música, cuja letra diz “quem sabe ainda sou uma garotinha/esperando o ônibus da escola sozinha”, Bibi Ferreira sobe ao palco do Teatro Shopping Frei Caneca para apresentar o show teatral […]

Por Dirceu Alves Jr.
Atualizado em 27 fev 2017, 13h27 - Publicado em 21 set 2012, 20h55

Em “Bibi – Histórias e Canções”, a atriz e cantora vai da comédia ao drama, da tragédia ao musical (Foto: Studio Prime)

Aos ouvidos do público, os acordes da canção “Malandragem”, de Cazuza e Roberto Frejat, soa inicialmente como uma estranha ironia. Embalada pela versão instrumental da música, cuja letra diz “quem sabe ainda sou uma garotinha/esperando o ônibus da escola sozinha”, Bibi Ferreira sobe ao palco do Teatro Shopping Frei Caneca para apresentar o show teatral “Bibi – Histórias e Canções” e comemorar os 90 anos, completados em 1º de junho.

A atriz, cantora e diretora cria mais uma agradável desculpa para revisitar sete décadas de carreira e contar causos de sua vida, a maioria ocorrida lá pelo “século XVII”, como ela brinca. Não é a primeira vez que Bibi faz isso – e tomara que venham outras por aí –, logo as novidades praticamente não existem, mas o carisma, a técnica e, acima de tudo, o bom humor da artista tornam o programa uma amostra de sua trajetória, conservadora na forma, mas que mantém certo frescor no conteúdo inteligente para os dias de hoje.

Apoiada por 21 instrumentistas, Bibi ressalta a veia de comediante na curiosa fusão de marchinhas carnavalescas e árias de óperas, de “O Teu Cabelo Não Nega” a “Figaro”. A atriz dramática exacerba a melancolia das letras de “Ternura Antiga”, de Dolores Duran, e de “Eu Sei que Vou te Amar”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, contrastando com a exaltação aos clássicos da Broadway. Ponto alto de sua carreira nos anos 70, a tragédia vem representada por fragmentos do espetáculo “Gota d’Água”. Escrita por Chico Buarque e Paulo Pontes, a peça é revivida no arrepiante monólogo da transtornada Joana, a Medeia louca de amor e mágoa, além de, claro, a canção-título.

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Mais narrativa é sua remissão à cantora Edith Piaf. Em meio às interpretações de “La Vie En Rose” e “Non, Je Ne Regrette Rien”, a estrela comenta a história pessoal da diva francesa que incorporou nos anos 80 e jamais se desvinculou.  Sob a transparente direção cênica de João Falcão – e o que ele mais poderia fazer?, como o próprio comenta no programa – e regência musical do maestro Flávio Mendes, Bibi Ferreira traz mais do mesmo, mas com uma inteligência e uma versatilidade em extinção no mercado e entre seus colegas das mais diferentes idades.

 

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