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“Cru”, dos brasilienses da Cia Plágio de Teatro, é uma surpresa que remete a Plínio Marcos

Entre as máximas dos palcos está aquela de que bastam um bom texto e interpretações à altura para a arte se consumar. Clichê ou não, a verdade é que quando aparece um espetáculo como “Cru”, trazido pelos brasilienses da Cia Plágio de Teatro, fica evidente o quanto pode ser simples seduzir o espectador e que […]

Por Dirceu Alves Jr. Atualizado em 27 fev 2017, 11h21 - Publicado em 28 fev 2013, 16h51

Chico Sant’Anna e Sérgio Sartório no drama em cartaz no Teatro IVO 60 (Foto: Hugo Rocha)

Entre as máximas dos palcos está aquela de que bastam um bom texto e interpretações à altura para a arte se consumar. Clichê ou não, a verdade é que quando aparece um espetáculo como “Cru”, trazido pelos brasilienses da Cia Plágio de Teatro, fica evidente o quanto pode ser simples seduzir o espectador e que essa ambição anda ausente de muitas produções.

Escrito por Alexandre Ribondi, o drama em cartaz no Teatro IVO 60 é ambientado em um açougue comandado pelo travesti Frutinha (papel de Vinícius Ferreira) numa beira de estrada do Planalto Central. Por lá, um evangélico identificado como Zé (o ator Chico Sant’Anna) procura os serviços do matador de aluguel Cunha (interpretado por Sérgio Sartório, também responsável pela direção ao lado do autor).

Cortes de carne, facas afiadas e garrafas de cachaça se misturam no cenário mínimo, e uma tensão crescente toma conta do trio. O contratante não deixa claro quem deve ser a vítima e insiste em conduzir o assassino profissional pessoalmente ao local do crime. Frutinha logo desconfia se tratar de uma emboscada. As pressões sobre o enigmático Zé aumentam, e segredos do passado começam a vir à tona de forma progressiva e reveladora.

A dramaturgia traz referências claras à obra e ao estilo de Plínio Marcos. Ribondi constrói um texto centrado nos diálogos diretos e apoiado na psicologia de tipos marginalizados. O que pode cheirar a mofo surpreende também graças ao impecável trabalho dos atores. Em uma unidade difícil de ser alcançada, o realismo das interpretações de Ferreira, Sant’Anna e Sartório eletriza o espectador na cadeira sem cair no exagero, na caricatura ou pecar pelo ritmo.

As motivações secretas dos personagens tornam-se tão importantes quanto o desfecho da trama e, depois de decifradas, elas ainda soam impactantes. À primeira vista, tudo parece passional, mas na verdade é extremamente calculado. Como nesta montagem que estreou em Brasília em 2009, já correu 40 cidades e chega a São Paulo no escondido Teatro Ivo 60, na Rua Teodoro Baima, pronta para ser descoberta.

Vinícius Ferreira interpreta o travesti Frutinha (Foto: Anderson Brasil)

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