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Quatro perguntas para Sharon Jones, que se apresenta na cidade na próxima semana

Sharon Jones e sua banda, a The Dap-Kings, estão de volta à cidade. Muito aconteceu desde sua última passagem por aqui, em 2011, quando se apresentou no Auditório do Ibirapuera (hoje Oscar Niemeyer). A quase sexagenária cantora de soul lançou um novo disco, o ótimo Give The People What They Want (2014), e teve de enfrentar um […]

Por Luan Freires Atualizado em 26 fev 2017, 16h31 - Publicado em 22 Maio 2015, 21h16
(Foto: Jake Chessum)

Sharon Jones (Foto: Jake Chessum)

Sharon Jones e sua banda, a The Dap-Kings, estão de volta à cidade. Muito aconteceu desde sua última passagem por aqui, em 2011, quando se apresentou no Auditório do Ibirapuera (hoje Oscar Niemeyer). A quase sexagenária cantora de soul lançou um novo disco, o ótimo Give The People What They Want (2014), e teve de enfrentar um câncer no ducto biliar durante a finalização do trabalho.

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Ela não está totalmente livre da doença (exames periódicos para avaliar seu avanço ainda precisam ser realizados periodicamente), mas a americana não se abate. A turnê tem duas datas agendadas por aqui – uma mais intimista, na terça (26), no Bourbon Street, e outra quinta (28) no HSBC Brasil.

Falei com ela pouco depois de seu aniversário, comemorado no último dia 4, sobre a dificuldade em ser reconhecida em sua terra natal, a parceria de sua banda com Amy Winehouse e o que a faz continuar cantando.

Por que vocês foram reconhecidos primeiramente na Europa?

Sabe por quê? Tenho a impressão que os Estados Unidos hoje são muito mais dominados pelo pop e pelo hip-hop. A mesma música é tocada no rádio 25, trinta vezes em um só dia. Nós viemos de uma gravadora independente, o caminho foi mais difícil para nós. Veja só: neste ano fomos indicados ao Grammy, mas na categoria R&B. Mas R&B hoje não tem mais nada a ver com soul music e, sim, com pop e hip-hop.

Se existisse uma categoria voltada para a soul music, teríamos mais chance de ganhar. De qualquer maneira, foi uma honra ser indicado pela primeira vez. Já são quase vinte anos que estamos na estrada, mesmo algumas pessoas pensando que começamos há cinco anos ou quando Amy Winehouse convidou os Dap-Kings para tocar com ela.

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O The Dap-Kings começou a atingir um público muito maior depois que participou de Back to Black (2006), de Amy Winehouse. Vocês ficaram surpresos quando ela e o produtor Mark Ronson os convidaram para trabalhar com eles?

Não, era o que eles precisavam: uma banda que soubesse tocar soul music, algo meio Motown. Mark encontrou o que queria com os Dap-Kings e em nenhum outro lugar. Eu não fiquei surpresa quando o convite chegou. Foi incrível.

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Você descobriu que tinha câncer em 2013, durante as gravações de Give The People What They Want (2014). Qual foi o seu primeiro pensamento?

Eu só pensava em voltar para o palco. Em um primeiro momento, quando o médico me deu a notícia e avisou que eu deveria fazer quimioterapia, sabe, por algumas horas eu pensei “acho que vou morrer”. No dia seguinte, eu acordei e disse “vou fazer o tratamento e vou vencer este câncer. Que aconteça conforme a vontade de Deus”.

Passei por tudo aquilo e ainda preciso ser examinada a cada seis meses para saber se estou totalmente livre da doença. Em dezembro encontraram um novo tumor no meu fígado e em janeiro fiz uma cirurgia para retirá-lo.  Em junho, preciso ser examinada novamente.

Com todas as dificuldades que você enfrentou na vida, o que a levou a continuar fazendo música? 

Deus me abençoou com uma voz e com talento. Agora eu tenho 59 anos. Decidi que as pessoas iriam me aceitar pela minha voz e não pela minha aparência. Quando você identifica o seu dom, não pode desistir dele, você deve continuar seguindo em frente, não importa o que aconteça.

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