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Fábio Porchat fala do filme do Porta dos Fundos e outros projetos

Fábio Porchat grava os vídeos do Porta dos Fundos e o seriado A Grande Família. Lê o roteiro e participa de reuniões de seu novo seriado para o Multishow e tem três filmes para rodar até 2014. Participou das pré-estreias de sua nova comédia, O Concurso, e, a caminho do Projac, conseguiu um tempinho para […]

Por Miguel Barbieri Jr. Atualizado em 27 fev 2017, 00h51 - Publicado em 19 jul 2013, 20h17

Fábio Porchat na comédia O Concurso

Fábio Porchat grava os vídeos do Porta dos Fundos e o seriado A Grande Família. Lê o roteiro e participa de reuniões de seu novo seriado para o Multishow e tem três filmes para rodar até 2014. Participou das pré-estreias de sua nova comédia, O Concurso, e, a caminho do Projac, conseguiu um tempinho para me dar esta divertida entrevista. Porchat merece o sucesso que tem: além de talentoso, é muito simpático.

Como você consegue dividir seu tempo com tantas atividades?
Eu faço tudo ao mesmo tempo agora. Além de A Grande Família, vou gravar a segunda temporada do seriado Meu Passado Me Condena, do canal Multishow, já lancei um filme este ano (Vai que Dá Certo), estou lançando agora O Concurso e tem mais um até o fim do ano – a versão para o cinema da série Meu Passado Me Condena. Ainda faço os vídeos do Porta dos Fundos e sou colunista do Estadão. As coisas vão acontecendo e eu vou encaixando.

Rotina, então, não existe na sua vida?
Se eu pudesse, minha vida seria comer e dormir. Mas, como tenho que trabalhar, acordo a hora que precisar. Hoje, levantei às 5 da manhã em Salvador, cheguei às 9 no Rio de Janeiro, já fiz a leitura do seriado Meu Passado Me Condena e ainda vou gravar A Grande Família até as 11 da noite. Ah! E tem os pedidos de entrevista. Agora, por exemplo, estou falando com você no celular e indo para o Projac. É impossível ter rotina!

E qual seu compromisso com o Porta dos Fundos?
Semanalmente, temos reunião para apresentar e aprovar novos roteiros. Como as gravações são em locação e não têm dia fixo, preciso estar disponível para quando pintar – pode até ser no fim de semana.

Dá tempo para o lazer?
Meu lazer é meu trabalho. Ver filmes, ler livros, ir ao teatro… tudo isso faz parte do meu aprendizado. Preciso estar em constante renovação. Por isso, vejo de tudo: dramas, comédias, musicais… No teatro, sento na primeira fila. No cinema, prefiro o fundo da sala porque não gosto de ficar perto da tela. E leio o tempo todo. Acabei o livro Barba Ensopada de Sangue, do Daniel Galera, que achei excepcional.

Sua mulher aguenta essa vida agitada?
Ela tem de aguentar, né? (risos). Mas confesso que sinto falta de ficar com as pessoas. Eu sou um cara muito família, gosto de almoçar com minha mãe, de telefonar para meus pais todos os dias. Mas não estou tendo tempo. Por outro lado, eu preciso aproveitar esse bonde que está passando na minha vida. O bonde pode não passar ou passar daqui a vinte anos. E eu quero pegar esse bonde agora, ficar sentado e abraçado com o cobrador (risos).

Está gostando desta entrevista? Então curta a página do meu blog e tenha mais informações sobre cinema!

E como anda seu pique?
Enquanto estou conseguindo dar conta das coisas, tudo bem. Sou um cara ligado 24 horas, sei tudo o que está acontecendo ao meu redor. Estou falando com você, checando e-mails e pensando numa reunião que terei de fazer (risos).

Você já é reconhecido nas ruas?
Uns me conhecem por causa de A Grande Família; outros, pelo Porta dos Fundos e outros, pelo filme Vai que Dá Certo… Acho que um trabalho agrega ao outro. Minha vida se divide entre antes e depois do Porta dos Fundos. Foram os vídeos de humor que me deixaram famoso. Na semana passada, fui fazer um show em Portugal e acabei dando autógrafo até para o cara da alfândega.

Em A Grande Família: mais um personagem gay

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Você se sente mais à vontade em atuar num roteiro que você escreveu, como ocorreu em Vai que Dá Certo?
Para qualquer ator, é muito mais fácil falar um texto que ele mesmo escreveu. Mas também não deixa de ser um desafio interpretar um papel escrito por outros autores.

Como será o filme Meu Passado me Condena?
É uma comédia romântica, algo novo na minha carreira. As pessoas sabem que eu sou engraçado, mas será que o público vai acreditar que alguma mulher queira transar comigo? Se isso acontecer, já é uma vitória (risos). Filmamos 90% do longa-metragem em um navio. Tem clichês da comédia romântica, como brigas e separações, mas fazê-lo foi um desafio. Já vi o filme e está muito bonitinho, muito bem-feitinho.

Mas acredito que o maior desafio será um filme do Porta dos Fundos, não?
O roteiro já está pronto e começamos a filmar em outubro, no Rio de Janeiro. O Ian SBF será o diretor e teremos todo o elenco do Porta. É uma história com começo, meio e fim, mas tem uma brincadeira à la Pulp Fiction, com tramas entrecortadas que vão fazendo sentido ao longo da história.

O humor irreverente, politicamente incorreto e desbocado vai prevalecer?
Essa é a nossa pegada. Se não topamos ir para a TV para não mudar o tom, não é no cinema que isso vai ocorrer.

Que tipo de papel ou de filme, você recusaria?
Se eu ler o roteiro de um filme e não achar graça nenhuma, não vejo motivo para fazê-lo. É, por isso, que estou tentando tomar as rédeas da minha carreira.

Fazendo seus próprios filmes?
Sim. No ano que vem, vou rodar dois longas que estou coproduzindo, escrevendo e vou atuar. A carreira de ator é difícil e, se eu ficar em casa esperando um convite, morro de fome. O primeiro filme é totalmente de humor. O segundo, que eu filmo em março, é uma tragicomédia, na linha de Mais Estranho que a Ficção. É um tipo de humor que você ri de nervoso, sabe?.

Já tem nome?
Tem um provisório: Um Homem entre Abelhas. Sou péssimo para títulos, então estamos à procura de outro (risos).

Para finalizar: o beijo gay que você dá no fim de O Concurso teve uma conotação política?
Quis dar um final feliz para o personagem, mas as pessoas ainda se chocam com isso. Fizemos um vídeo no Porta dos Fundos chamado A Regra É Clara. No fim da história, eu e o Gregório (Duvivier) damos uma beijaço na boca. Acredita que as pessoas ficaram indignadas? E isso na internet! Se por um lado, uma galera dava parabéns; de outro, li comentários de jovens falando que havíamos apelado e baixado o nível. Teve gente dizendo que ia parar de ver os vídeos depois do nosso beijo. E quer saber? Eu quero mais é que eles parem mesmo. Esse tipo de público, para mim, não interessa.

Veja abaixo o vídeo de A Regra É Clara, do Porta dos Fundos

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ZtV7vNqU8GU?feature=oembed&w=500&h=281%5D

O que eu achei da comédia O Concurso? Leia aqui. 

 

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