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Filmes e Séries - Por Barbara Demerov

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Telecine: oito clássicos imperdíveis que marcaram o cinema

Cidadão Kane, Psicose e Três Homens em Conflito são algumas das sugestões de longas consagrados nas telonas

Por Barbara Demerov
18 jun 2021, 06h00

TRÊS HOMENS EM CONFLITO

O cinema italiano possui diversos exemplares do chamado “faroeste spaghetti”. No entanto, nenhum está no mesmo nível de Três Homens em Conflito, o desfecho da Trilogia dos Dólares, do diretor Sergio Leone. Não são necessárias muitas falas para que a obra seja considerada um verdadeiro épico; a trilha sonora de Ennio Morricone se faz presente desde o início e as atuações de Clint Eastwood, Lee Van Cleef e Eli Wallach mantêm a qualidade da obra.

A imagem mostra Clint no Velho Oeste, vestido de cowboy, olhando para a câmera em cena de Três Homens em Conflito
Três Homens em Conflito (Divulgação/Divulgação)

O MARTÍRIO DE JOANA D’ARC

O filme mudo de Carl Theodor Dreyer é considerado um dos mais marcantes da história cinematográfica. Isso se deve à atuação de Renée Jeanne Falconetti como Joana D’Arc, a mártir francesa que tanto sofreu até sua execução, em 1431.

A imagem mostra o rosto de Renée Jeanne Falconetti, olhando para cima, durante o filme
O Martírio de Joana D’Arc (Divulgação/Divulgação)

CIDADÃO KANE

É a obra-prima de Orson Welles, que dirigiu, atuou, produziu e coescreveu o filme. cidadão kane foi o primeiro longa a romper com a ordem narrativa clássica ao exibir a morte do personagem principal logo no início, seguindo uma não linearidade que prende a atenção.

A foto mostra o personagem principal do longo sobre uma pilha interminável de jornais
Cidadão Kane (Divulgação/Divulgação)

PSICOSE

O diretor Alfred Hitchcock já estava na ativa há décadas ao lançar Psicose, mas ainda assim o filme fez história. Seja pela cena do chuveiro, com Marion Crane (Janet Leight), seja pela surpreendente reviravolta ou pela bilheteria de 60 milhões de dólares, este terror merece sua atenção.

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A imagem mostra Janet Leight no chuveiro, com o pano transparente atrás, em cena clássica do filme Psicose.
Psicose (Divulgação/Divulgação)

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A ÚLTIMA GARGALHADA

O expressionismo alemão marcou época e possui bons títulos em sua lista de filmes, mas A Última Gargalhada, de 1924, é impressionante. O cineasta F. W. Murnau utiliza planos de câmera (o zoom foi usado pela primeira vez aqui) para mostrar ao espectador como o protagonista — um porteiro de hotel — se sente, sem diálogos. Um bom exemplar de como o cinema mudo é capaz de dizer muitas coisas.

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A imagem mostra o porteiro do filme ajoelhado no chão, limpando-o com um pano enquanto olha para cima com reprovação
A Última Gargalhada (Divulgação/Divulgação)

ROMA, CIDADE ABERTA

Cinema sempre foi história e os movimentos da sétima arte expressam bem isso. No caso do neorrealismo italiano, o diretor Roberto Rossellini é tido como um de seus criadores por ter feito Roma, Cidade Aberta, em 1945. O longa se passa no local ocupado pelos nazistas durante a II Guerra e utiliza a câmera como objeto de observação. O espectador acompanha os civis que ali moram — inclusive a própria cidade como personagem.

A imagem mostra uma rua cheia de pessoas, com militares e uma criança correndo no meio dela com o braço levantado
Roma, Cidade Aberta (Divulgação/Divulgação)

TERRA EM TRANSE

Um ótimo título dentro do Cinema Novo brasileiro, terra em transe, dirigido por Glauber Rocha, permanece atual mesmo após cinquenta anos de seu lançamento. O movimento nacional tinha como lema “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” e ganhou força nos anos 60. O filme de Glauber apresenta a cidade fictícia de Eldorado e fala sobre desigualdade social.

A imagem mostra um homem em meio a alguma aglomeração, com outro homem de seu lado colocando a mão sobre sua boca, como se tentasse tampá-la
Terra em Transe (Divulgação/Divulgação)

LA POINTE COURTE

Apesar de François Truffaut ser considerado o pai da Nouvelle Vague francesa por Os Incompreendidos (1959), a cineasta Agnès Varda já havia lançado um filme com todos os elementos do movimento. La Pointe Courte, de 1955, mescla documentário com ficção, possui longos diálogos e planos e enquadramentos belíssimos.

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A imagem mostra uma cedo filme La Pointe Courte em que um homem está encarando outra mulher. Ele olha diretamente nos olhos dela, que está olhando para frente.
La Pointe Courte (Divulgação/Divulgação)

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Publicado em VEJA São Paulo de 23 de junho de 2021, edição nº 2743

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