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A visão de uma “São Paulo Surrealista” movimenta o Madame

Não à toa o drama musical “São Paulo Surrealista” ganhou encenação no antigo Madame Satã – agora rebatizado de Madame –, no Bixiga. Reduto da boemia, a casa noturna conheceu o apogeu na década de 80 ao receber em sua eclética pista de dança diferentes tribos, de intelectuais a punks, de darks a yuppies, de […]

Por Dirceu Alves Jr. Atualizado em 27 fev 2017, 13h39 - Publicado em 3 ago 2012, 20h03

Liz Reis interpreta o francês Antonin Artaud em passeio pela cidade (Foto: Bob Sousa)

Não à toa o drama musical “São Paulo Surrealista” ganhou encenação no antigo Madame Satã – agora rebatizado de Madame –, no Bixiga. Reduto da boemia, a casa noturna conheceu o apogeu na década de 80 ao receber em sua eclética pista de dança diferentes tribos, de intelectuais a punks, de darks a yuppies, de loucos a caretas. Inspirada nessa diversidade, cheia de contradições, mas quase sempre harmônica, a montagem da Cia. Teatro do Incêndio criou um interessante e crítico retrato da metrópole nos dias de hoje.

Escrita e dirigida por Marcelo Marcus Fonseca, a peça promove uma reflexão sobre nossa sociedade sob um disfarce surreal. Os vanguardistas Mário de Andrade (o ator João Sant’Ana) e Patrícia Galvão (a atriz Isabella Dragão) convidam dois franceses, o dramaturgo Antonin Artaud (papel da atriz Liz Reis) e o escritor André Breton (interpretado por Fonseca), para um passeio por São Paulo. A desigualdade de classes, a homofobia, a religiosidade e o conservadorismo comportamental vigente nos dias atuais dão o tom das cenas e chocam os turistas acostumados a uma liberalidade europeia de quase um século atrás. O deboche atinge veladamente até figuras “intocáveis” – pense um pouco e você identificará. Amparados por dois músicos, 25 atores cantam temas entre a sátira e a poesia, evocam Roberto Piva, Pier Paolo Pasolini e convidam oportunamente o público a pensar no quanto em alguns pontos pode ser surrealista a São Paulo na qual nos acotumamos a viver. Evoé!

 

 

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