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Frida & Mina não abre aos fins de semana

Donos da sorveteria tomaram a decisão ao verem se formar longas filas na janela de atendimento aos sábados e domingos

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 20 jan 2022, 14h32 - Publicado em 13 set 2020, 13h08

Esse sol escaldante é um atrativo e tanto para um sorvetinho. Foi justamente o que levou o casal Fernanda Bastos e Thomas Zander, o sorveteiro do ano por VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER 2018, a suspender, aos fins de semana, o funcionamento da Frida & Mina, da Rua Artur de Azevedo, em Pinheiros. Vinham se formando junto a essa unidade longas filas aos sábados e domingos para comprar o sorvete através de uma janelinha. E com o coronavírus não se brinca. Mesmo com o número decrescente de casos na capital e o uso de máscaras, essa proximidade entre as pessoas está longe de ser saudável.

Zander e Fernanda comunicaram no Instagram da sorveteria, umas das melhores da cidade, a interrupção do atendimento nos dois dias mais lucrativos da semana. “Não foi uma decisão fácil, mas está muito difícil manter a loja aberta nessas condições”, diz Fernanda. “Todo mundo está tão ansioso para ter a vida de volta, que a coisa saiu um pouco do controle. Achamos que as pessoas não ficariam aqui, apenas retirariam o sorvete. Mas acabavam se formando pequenos grupos de aglomeração.”

Não foi ato impulsivo ou impensado. O casal optou por não abrir no feriado de 7 de setembro, depois de notar o intenso movimento no fim de semana anterior. Depois de checar a previsão de calor, em especial, neste domingo (13), quando menos gente trabalha, a dupla resolveu parar a operação por tempo indeterminado.

Mas há uma opção para quem quer se refrescar com os sorvetes da Frida & Mina. Dá para pedir sabores como laranja com castanha-de-caju e chocolate pelo delivery. O iFood leva à casa dos clientes potes de 550 mililitros (40 reais cada um).

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Outra maneira de comprar os sorvetes é ir à loja da Rua Ferreira de Araújo, 326, também em Pinheiros. Mas ainda existe o temor da empresária de que todo o movimento da Artur de Azevedo possa migrar para a filial. “Nesse caso, teremos de fechar essa unidade também aos fins de semana.”

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