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O antes e depois de Margarida, a cadelinha que tinha ‘cheiro de morte’

Animal tinha coleira colada à pele, o que ocasionou feridas abertas; caso foi descoberto durante ação de vacinação no litoral de São Paulo

Por Redação VEJA São Paulo 19 set 2021, 11h30

A situação de uma cadela chamada Margarida, encontrada em São Vicente, no litoral de São Paulo, comoveu os voluntários da ONG Viva Bicho Santos. A organização fazia uma ação de vacinação a animais de um bairro da cidade quando uma senhora levou a cachorra para ser imunizada. As informações são do portal G1.

De acordo com a presidente da Viva Bicho Santos, Marilucy Pereira, o animal tinha muito pelo com diversos nós, além de insetos, sujeira e um “cheiro de morte”. Assim que viu o estado da cadela, ela conversou com a dona e pediu para que Margarida fosse doada à organização. “Não me esqueço do cheiro, era um cheiro de morte”, falou Marilucy ao portal.

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A mulher aceitou a proposta e a cadela foi levada até a sede da Viva Bicho Santos. Segundo Marilucy, o animal tinha dores e dificuldade para andar. Após análise, a equipe descobriu que a coleira estava colada na pele da cachorra e que uma linha estava entrelaçada às patas traseiras, o que ocasionou diversas feridas abertas. O animal precisou ser sedado para ser tosado.

“A princípio era uma tosa comum, mas quando começamos a tratar, vimos a gravidade do problema. Ela ficou três horas sedada porque a tosa demorou esse tempo e ela sentia muita dor”, explicou Marilucy.

Veja o antes e depois:

Na montagem, uma cadela aparece bastante maltratada, com os pelos sujos e entrelaçados; na outra imagem, após tratamento, ela aparece limpa e bem cuidada
A cadela Margarida: salvamento durante campanha de vacinação ONG Viva Bicho Santos/Reprodução/Veja SP

Após tratamento, Margarida, uma mistura das raças Shih-tzu e Poodle, se mostrou dócil e brincalhona. “Ela é bem dócil, não está mais com dores em relação às feridas, então está super alegre, feliz e brincalhona. Agora a gente vai cuidar dela e encaminhar para a doação. Todo animal precisa de tratamento, seja um vira-lata, ou de raça, ele precisa de alguém que tenha um equilíbrio mental e financeiro para cuidar do animal. A gente precisa desses dois equilíbrios”, falou a presidente da ONG.

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