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Arte ao Redor Tatiane de Assis é repórter da Veja SP. Acredita que as artes visuais podem aproximar pessoas e descortinar novas facetas da vida.

Mostra do Ateliê 397 e Sesc afirma a relevância da cena independente de SP

Composta de telas, vídeos, colagem digital e outras linguagens, exposição fica em cartaz até o final de abril na unidade Pinheiros

Por Tatiane de Assis Atualizado em 13 jan 2022, 15h56 - Publicado em 14 jan 2022, 06h00

No ano em que completa vinte anos, o Ateliê 397, espaço independente voltado para a formação de artistas, críticos e curadores, realiza exposição em parceria com o Sesc, na unidade de Pinheiros. A abertura de Estamos Aqui, que estava prevista para a quarta (12), tem curadoria de Thais Rivitti em conjunto com Caio Bonifácio, Érica Burini e Tania Rivitti. Conta com 31 nomes, entre eles o coletivo ali: leste, Aline Motta, C. L. Salvaro e Edu Marin.

A mostra é composta de telas, vídeos, colagem digital e outras linguagens que afirmam a importância em São Paulo do circuito independente dentro do sistema de arte. Esse, muitas vezes, tem somente suas verves institucional — museus e centro culturais — e comercial — galerias — evidenciadas. “O título fala também do reconhecimento do nosso trabalho. Finalmente, estão olhando para gente”, afirma Thais. Não espere encontrar por lá, porém, um mapa com a localização dos espaços alternativos da cidade voltados para as artes visuais. Você vai ficar por dentro desse percurso por meio das etiquetas (plaquinhas perto das obras) com transcrições de entrevistas dos artistas, nas quais citam projetos alternativos por quais já passaram ou mesmo criaram.

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O ponto de partida da construção desse recorte, é importante falar, foi Pinheiros, mas acabou por abarcar outras paragens, incluindo Butantã e Vila Madalena — onde o Ateliê 397 tinha sede até 2019, antes de ir para Pompeia e, em seguida, se mudar para a Barra Funda, onde está hoje. “As feiras de publicações gráficas, como a Tijuana, também são citadas na exposição, quando se fala desse circuito alternativo. É curioso, porque temos propostas conectadas, mas trabalhamos meio de costas uns para os outros”, assinala Thais. “Antes, na cena independente, se falava muito sobre a ocupação do espaço público, hoje, há outras questões presentes, como a racial, a LGBTQiA+, a de gênero.” Expoente dessa produção que pensa a subjetividade e o corpo negro, a pintora Heloisa Hariadne apresenta a tela A Força que É Me Alimentar de Você Enquanto Estou Comigo, de 2020. Nela, se interligam duas personagens, plantas, animais e uma vitrola.

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Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 95, ☎ 3095-9400. ♿ Ter. a sáb., 10h30/20h30. Dom. e feriados, 10h30/18h30. Grátis. Até 24 de abril. sescsp.org.br/unidades/pinheiros/.

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Publicado em VEJA São Paulo de 19 de janeiro de 2022, edição nº 2772

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