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Arte ao Redor Tatiane de Assis é repórter da Veja SP. Acredita que as artes visuais podem aproximar pessoas e descortinar novas facetas da vida.

Instalação na Pinacoteca faz referência à Brasília e Niemeyer

A obra de Lais Myrrha, uma cúpula composta por uma seção de circunferência localizada a 1,3 metros do chão, estará em exposição até dia 21 de fevereiro

Por Tatiane de Assis Atualizado em 7 jan 2022, 18h21 - Publicado em 7 jan 2022, 06h00

Mais do que se acomodar aos espaços em que são erguidas, as instalações de Lais Myrrha os transformam radicalmente. Foi assim em 2014, quando a artista plástica mineira reconstituiu com placas de concreto, andaimes e muita tensão o desabamento do Pavilhão Gameleira, em 1971, em Belo Horizonte, em um dos pisos do centro cultural Pivô, na região central da capital paulista. Era um projeto de Oscar Niemeyer (1907-2012).

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Em 2016, esse sentimento se repetiu na 32ª Bienal de São Paulo, com as torres de Dois Pesos, Duas Medidas (2016), de 8 metros de altura cada uma. E segue assim na obra Condensador de Futuros, no octógono da Pinacoteca. Trata-se de uma seção de uma circunferência, suspensa a 1,3 metro do chão, a qual lembra a cúpula do Senado. Também remete a um disco voador em busca de passageiros. Afora a aparência, a curadora Ana Maria Maia destaca a referência a Niemeyer (olha ele aí de novo) e à política nacional de povoamento maciço da região Centro-Oeste, coroada pela construção de Brasília (novamente ela, também). Em ano de eleição e de ômicron, o título da obra também se faz importante ao parecer evocar o cultivo de sonhos em meio à crise.

Pinacoteca. Praça da Luz, 2, Bom Retiro. Qua. a seg., 10h/17h30. R$ 20,00. Grátis aos sábados. Até 21 de fevereiro. pinacoteca.org.br.

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Publicado em VEJA São Paulo de 12 de janeiro de 2022, edição nº 2771

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