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Arte ao Redor Tatiane de Assis é repórter da Veja SP. Acredita que as artes visuais podem aproximar pessoas e descortinar novas facetas da vida.

Bienal de São Paulo começa hoje (4) no Parque Ibirapuera

Mostra tem entrada gratuita e conta com a participação de 91 nomes

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 4 set 2021, 11h30 - Publicado em 4 set 2021, 11h26

A Bienal de São Paulo abre sua trigésima quarta edição neste sábado (4). A entrada no pavilhão Ciccillo Matarazzo onde acontece a mostra é gratuita. Ao todo, foram selecionados 91 nomes para exposição, dentre artistas e coletivos. Assina a curadoria o italiano Jacopo Crivelli, que junto a sua equipe, deu ao evento o título de Faz Escuro Mas Eu Canto, que é um verso do poema amazonense Thiago de Mello.

As obras estão divididas em 14 enunciados que não têm nomes. A expografia é marcada pela construção ditas peles, estruturas que criam ambientes menores na construção monumental e que são revestidos de placas de madeira, policarbonato e juta. Permeia a mostra a tentativa de encontro entre diferentes forma de ver o mundo, com o destaque para cosmologias indígenas, presentes nos trabalhos dos artistas Jaider Esbell e Daiara Tukano, dentre outros. Desse diálogo, contudo, não emerge o consenso plácido, mas embates e também pontos sem compreensão total.

Afora a mostra no pavilhão, há obras distribuídas pelo parque, como as esculturas infláveis de Esbell e os personagens gigantes de Paulo Nazareth. Há ainda outras 17 exposições na cidade, em instituições, como o Museu de Arte Contemporânea da USP, que são parte de uma rede construída pela mostra, que também reflete à descentralização.

A Bienal de São Paulo segue até 5 de dezembro, o horário de visitação é 10h às 19h.

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