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Prêmio vai eleger as piores fake news de 2018

The Foolitzer Prizes apontará as piores notícias falsas, para evidenciar os sites que disseminam desinformação

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 18 jan 2019, 17h02 - Publicado em 18 jan 2019, 16h46

O tema “fake news” esteve em destaque em 2018. O cenário político e as descobertas sobre manipulação, distorções dos fatos e uso indevido de dados ajudaram a deixar o assunto ainda mais à tona. Em meio a tanta polêmica quanto a notícias falsas, o E-farsas, site que atua desde 2002 e esclarece boatos que circulam pelas redes, lança o The Foolitzer Prizes (trocadilho em inglês algo como “prêmio para a notícia mais estúpida”, em alusão ao famoso prêmio The Pulitzer, que homenageia as melhores reportagens jornalísticas no mundo). Trata-se de um prêmio para mostrar as piores fake news do ano de 2018 e denunciar os veículos que trabalham e disseminam desinformação. A intenção é dar aos criadores de fake news o que eles não querem: holofote.

“Fazemos o trabalho de checar a informação e desmentir um boato antes mesmo do conceito ‘fake news’ aparecer, mas nos últimos anos percebemos um aumento tanto na produção quanto no consumo de fake news, o que tem influenciado muito o comportamento dos brasileiros. Reunir as piores é uma forma de mostrar ao público quais são os veículos que produzem notícias mentirosas, com má intenção ou simplesmente em busca de cliques”, explica Gilmar Lopes, fundador do E-farsas.

Desenvolvido em parceria com a agência de publicidade Leo Burnett, os vencedores serão escolhidos pela equipe do E-farsas, com exceção da categoria Gran Foolitzer, que vai contar com a participação do público, que votará pelo site na pior fake news de 2018. O período de votação começou agora no dia 15 e os vencedores serão anunciados no começo de fevereiro.

“Todos temos a responsabilidade de combater a desinformação, pois todos nós, no papel de interlocutores, devemos ir atrás da procedência do conteúdo que consumimos. É preciso criar uma cultura de questionamento. Criamos um antiprêmio para o antijornalismo. Afinal, o que o criador de fake news menos quer é ser reconhecido por sua mentira”, reforça Wilson Mateos, VP de Criação da Leo Burnett.

Os vencedores receberão um troféu físico do The Foolitzer Prizes assim que os resultados forem divulgados, em fevereiro, em formato de moeda (assim como o Pulitzer original). A medalha trará a inscrição de “Pior Fake News do Ano de 2018” com o logo do E-farsas.

Olha só os grandes concorrentes divididos em categorias:

POLÍTICA

1 – “Trump disse que imigrantes brasileiros são porcos latinos” – Site Brasil Verde e Amarelo

2 – “Bolsonaro vai confiscar o dinheiro da poupança dos brasileiros” – Site Et Urbs Magna

3 – “Justiça autoriza Lula a dar entrevista na prisão na véspera do 2º turno” – Site Ursal do Brasil

SAÚDE

1 – “Adolescente virgem engravidou ao tomar vacina” – World News Daily Report

2 – “Bactérias do dinheiro comem carne humana” – Top Five TV

3 – “Restaurante em Tóquio será o primeiro a servir carne humana” – La Voz Popular

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CONSPIRAÇÃO

1 – “Desaparecimento do avião da Malaysia Airline foi causado por alienígenas” – Twitter @strayedaway

2 – “Drone assassino tem inteligência artificial e munição de verdade” – Ban Lethal Autonomous Weapons

3 – “Celular explodiu quando homem clicou no link do esquilo” – Site Mídia Imparcial

ESPORTES

1 – “Torcedor ofereceu uma noite com sua esposa em troca de ingressos” – O Detetive

2 – “Se Rússia entrar em guerra, o Brasil vai sediar a Copa de 2018” – Twitter Curiosidades BRL

3 – “Quíntuplos nascidos durante o gol do Neymar terão nomes em homenagem ao jogador” – Twitter TV Maresol

ENTRETENIMENTO

1 – “Chester Bennington foi morto porque ia revelar lista de pedófilos” – Your News Wire

2 – “Marvel plagiou Dragon Ball no pôster do filme Vingadores” – Taco 144 (Reddit)

3 “Kim Kardashian mostrou uma cobra com estampa de grife” – Elli Acula (Instagram)

Categoria GRAND FAKE NEWS que será eleita por voto popular engloba todas as noticias anteriores.
A ideia é escolher a pior delas para ser a grande “vencedora” .

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