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“Vomitei muito”, disse advogada sobre ser filmada praticando ioga

Mariana Maduro participou de programa e falou sobre o episódio

Por Redação VEJA São Paulo - 6 ago 2020, 10h31

Mariana Maduro, de 33 anos, foi filmada por homens enquanto praticava ioga na lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio. Enquanto filmavam, eles faziam comentários de cunho sexual. O vídeo foi publicado na internet e causou revolta. 

Em entrevista ao programa Encontro com Fátima Bernardes, na TV Globo, ela disse que sentiu muito nojo quando viu as imagens. “Eu vomitei muito”, disse ela. “Senti que tinha virado um filme porno”, continuou.

Mariana contou que se sentiu um objeto. “Assim que eu fiquei sabendo, eu me senti muito violentada. Eu gravei um vídeo pedindo ajuda pros meus seguidores pra tirar do ar essa coisa grotesca. Eles conseguem sexualizar uma coisa que era pra ser tão bonita.”

Quando perguntada se já tinha se sentindo assim antes, a advogada contou que já passou por episódios de assédio. “Eu não conheço uma mulher que nunca tenha se sentido violentada assim. Eu já fui agarrada no meio da rua, já passei por outros tipos de violência (…) a gente tá sempre se privando pra não ser violentada, mas ao mesmo tempo somos”, desabafou.

Autores das imagens

O autor das imagens divulgadas sem autorização é o empresário Ricardo Machado de Sá Roriz, de 62 anos. Ele conversa com o ambulante Celsão enquanto este faz gestos obscenos. O material foi divulgado na rede social de Roriz, que tem 300 000 seguidores. Ele é dono de uma loja de artigos militares em Copacabana.

Os dois vão responder por ato obsceno, injúria e perturbação da tranquilidade. Em “nota de esclarecimento”, Roriz disse que a “conversa íntima entre dois amigos” foi a público “por meio de uma publicação infeliz.”

 

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