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Vereador faz xingamento antissemita contra colega durante sessão na Câmara

"Judeu filho da put*", disse Adilson Amadeu, do DEM

Por Guilherme Queiroz Atualizado em 14 fev 2020, 15h48 - Publicado em 12 dez 2019, 13h54

Durante uma sessão da Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Adilson Amadeu (DEM) proferiu ofensas antissemitas ao colega de plenário Daniel Annenberg (PSDB), irmão da apresentadora do “Globo Repórter” Sandra Annenberg. Na transmissão ao vivo do legislativo paulistano é possível ouvir o momento em que ele xinga o tucano de “judeu filho da put*”.

Na ocasião, a Câmara decidia o que seria levado para votação nas próximas sessões, e foi colocado em pauta um projeto de lei de Amadeu. O PL 419/2018 tenta regularizar a frota dos carros de aplicativos como Uber e 99 na cidade de São Paulo. O vereador é conhecido também por ter tentado proibir a circulação da modalidade na capital em 2015, com outro PL.

“Eram 23h30 e estávamos votando o projeto dele. Votei não. E aí ele começou a me agredir. Primeiro em palavras, depois chegou a quase me agredir fisicamente”, relata Annenberg. Segundo o vereador, foi a primeira discussão entre os dois. “Desde a época do Detran ele fala que só estou fazendo coisa errada.” O tucano foi presidente do órgão paulista de 2011 até 2016.

“Vou entrar na Corregedoria da Câmara contra ele e tomar medidas legais cabíveis. Esse tipo de injúria antissemita… a Câmara é lugar de projetos, propostas, não para agredir fisicamente”, afirmou.

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Em nota, Amadeu se pronunciou sobre o caso. “Em uma sessão tensa que já durava quase 8 horas, e após costurado um acordo na Casa para que fossem votados projetos de vereadores, eu tive divergências com o colega parlamentar por conta de um projeto de minha autoria, no qual trabalhei muito o ano todo para ser aprovado.”

“No calor da discussão, eu realmente me excedi”, diz o texto. “Caso alguém tenha se sentido ofendido e ainda que não tenha sido uma fala generalizada, quero pedir minhas sinceras desculpas à comunidade judaica. Em nenhum momento houve um ataque à cultura ou tradição judaicas, a quem sempre fiz questão de respeitar”, finaliza.

Após a confusão o presidente da Casa, Eduardo Tuma (PSDB), suspendeu a sessão, e a transmissão da TV Câmara foi encerrada.

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