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Vejinha discute a recuperação econômica da cidade em live

Anthony Ling, Tiago Alves e Laura Karpuska discutem efeitos da pandemia na série #SPReage, que tem apoio do Iguatemi

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 6 nov 2020, 00h42 - Publicado em 5 nov 2020, 17h10

A pandemia do novo coronavírus nos obrigou a criar novos padrões de trabalho. A série da Vejinha, #SPReage, promoveu nesta quinta-feira (5) a live “Trabalho e recuperação: a cidade se adapta?” com mediação de Raul Juste Lores, redator-chefe.

O encontro está disponível no YouTube e conta com a participação da economista Laura Karpuska, do Ceo da Regus Tiago Alves e do urbanista Anthony Ling, do Caos Planejado. #SPReage, que celebra os 35 anos da Vejinha, tem o apoio do Iguatemi.

“As pessoas querem reduzir o deslocamento do trabalho e gastar menos tempo no trânsito”, afirmou Tiago. Ele explica que, se o funcionário economiza 1 hora por dia para ir e voltar ao trabalho todos os dias, salvará um mês inteiro ao final do ano. Por conta disso, as empresas estão interessadas em regiões mais próximas às casas dos funcionários, como Lapa, Santo Amaro e cidades da Grande São Paulo, como São Bernardo e Barueri.

Apesar de apenas uma pequena parcela da população – cerca de 20%, segundo Tiago – ter a oportunidade de trabalhar de casa, as pessoas começaram a ter interesse em “complementar o home office”: trabalhar alguns dias da semana em um escritório ou em coworking para fazer reuniões e mudar de ambiente.

Laura deu ênfase sobre discursos dos candidatos em período eleitoral que prometem levar mais trabalho a regiões que não possuem grandes centros comerciais, como a Zona Sul e Leste da cidade.

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“O orçamento da prefeitura para expansão é limitado, por volta de um bilhão de reais por ano. Então minha pergunta a esses candidatos seria de onde ele tiraram recursos”.

Laura também apontou a regressão da presença da mulher no mercado de trabalho. “A participação da mulher está como nos anos 1990. Regredimos 30 anos na pandemia”.

Já Anthony Ling percebeu o aumento significativo do uso das bicicletas para lazer e locomoção ao trabalho. “Cidades [no exterior] estão complementando ciclovias emergenciais. É uma alternativa segura para o uso do transporte coletivo, que gera aglomeração”, indica.

Confira o debate completo:

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