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Universal defende Edir Macedo e acusa Haddad de incitar “ódio religioso”

Ao criticar o candidato Bolsonaro (PSL), Haddad afirmou que o deputado federal é resultado do "fundamentalismo charlatão" de Edir Macedo 

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 13 out 2018, 12h17 - Publicado em 13 out 2018, 12h07

A Igreja Universal divulgou na noite da última sexta (12) uma nota de repúdio contra declarações feitas pelo candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) contra o bispo Edir Macedo.

Ao criticar o candidato Jair Bolsonaro (PSL), Haddad afirmou que o deputado federal é resultado do “fundamentalismo charlatão” de Edir Macedo , líder da Igreja Universal.

“Ele é o casamento do neoliberalismo desalmado, representado pelo Paulo Guedes, que corta direitos trabalhistas e sociais, com o fundamentalismo charlatão do Edir Macedo”, disse Haddad, que indicou ainda que Guedes e Macedo, dois dos principais apoiadores de seu adversário, têm “fome de dinheiro”.

“Quando o Bispo Edir Macedo apoiou o Partido dos Trabalhadores (PT) e o ex-presidente Lula, o apoio era muito bem-vindo. Agora, quando o líder espiritual da Universal declara que seu candidato é Jair Bolsonaro, o Bispo Macedo deve ser ofendido de forma leviana?”, diz a nota da Universal.

Com sua fala criminosa, o ex-prefeito de São Paulo desrespeita não apenas os mais de 7 milhões de adeptos da Universal apenas no Brasil, mas todos os brasileiros católicos e evangélicos que não querem a volta ao poder de um partido político que tem como projeto a destruição dos valores cristãos, como a família, a honra e a decência”, continua.

No documento, a Igreja ainda fala que, atacando uma das maiores lideranças evangélicas do país, Haddad tenta “incitar uma guerra religiosa”.

“Charlatão é o candidato que mente para o povo para ser eleito. Fome de dinheiro tem o partido político que assalta estatais e os cofres públicos para sustentar uma estrutura que a Justiça definiu como ‘organização criminosa'”, continua o texto.

Ainda por meio da nota, a Universal promete levar as declarações de Haddad à Justiça. “O candidato responderá na Justiça pelo ódio religioso que tenta espalhar e por suas calúnias. De resto, o povo saberá dar resposta a ele”.

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