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Uma família inteira é presa acusada de envenenar e matar idosa

Investigação aponta que Maria foi morta após descobrir que estava sendo roubada e enganada por vizinhos

Por Redação VEJA São Paulo 24 jul 2021, 10h27

Uma família foi presa acusada de matar uma idosa de 66 anos em Taipas, na Zona Norte de São Paulo. Maria teve a casa desapropriada para a construção de um trecho do Rodoanel e recebeu R$ 700 000. Ela foi morar em um terreno que já possuía no mesmo bairro. Em abril desde ano, a idosa foi encontrada morta no local. As informações são do SP2, da Rede Globo.

De acordo com investigação da polícia, ela foi morta após descobrir que estava sendo roubada e enganada por vizinhos. Conhecidos alegam que a idosa estava se sentindo indisposta e só saía de casa para sacar dinheiro no banco.

“Logo no início das investigações a gente descobriu que tinha um veículo em nome da vítima, o que nos causou estranheza diante do padrão da residência que ela vivia, enfim, e também os vizinhos e demais conhecidos da vítima afirmavam que ela não tinha esse veículo. Então nós conseguimos descobrir que esse veículo foi retirado no nome dela e sem a anuência dela, e essa foi a motivação principal do homicídio”, diz Sandro Vergal, delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ao jornal.

A investigação descobriu que o carro estava com Fabíola Vieira. A mãe dela frequentava a casa da vítima como uma espécie de cuidadora, levando comia e remédios. “Então a gente conseguiu identificar elementos, ter elementos suficientes que indicou a participação não só dessa investigada que estava com o carro, como da mãe, do irmão e do marido dela também. E encontram-se todos presos em prisão temporária”, afirmou Vergal.

O IML constatou que havia duas substâncias tóxicas no corpo da idosa. Para o delegado, houve premeditação do crime.  “E essas duas substâncias são fruto da metabolização da cocaína no organismo humano. Então o que nos indica que antes dela levar a pancada que causou a morte, acabou ingerindo algum alimento contendo cocaína ou outra substância análoga”. A defesa da família não se manifestou.

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