Tudo que você precisa saber sobre a greve geral desta sexta (28)

Saiba quais serviços podem ser afetados nesta sexta em São Paulo

A greve nacional prevista para esta sexta (28) pode comprometer transporte e serviços na capital, como bancos e hospitais.

O ato é uma convocação de centrais sindicais de todo o país contra as reformas propostas pelo governo Temer (PMDB) na Previdência Social e nas leis trabalhistas, aprovada nesta quarta (26) por 296 votos a 177 na Câmara dos Deputados. Entre outros pontos, o projeto regula acordos entre empresários e representantes, que passam a ter força de lei, o chamado “negociado sobre o legislado”. A votação segue agora para o Senado.

Saiba quais serviços podem ser afetados nesta sexta (28):

Aeroportos

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) – que representa pilotos, co-pilotos e comissários de voo em todo o país – voltou atrás no estado greve depois que o relator da reforma trabalhista incluiu emendas que favorecem a categoria.

O Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos segue apoiando o protesto. Trabalhadores em solo, como check-in, despachante, mecânico de pista, agente de proteção, entre outros, devem parar amanhã, mas o aeroporto abrirá normalmente.

Em nota, a concessionária que administra o lugar informou que a operação pode ser impactada pela paralisação de funcionários do setor e pelas manifestações nas principais vias de acesso. “O GRU Airport recomenda que os passageiros façam o monitoramento dos voos junto às companhias aéreas e fiquem atentos às condições do trânsito até o local”.

Algumas companhias aéreas estão oferecendo reembolso e remarcação gratuita aos passageiros com viagem marcada para amanhã. Clique aqui para saber mais.

Transporte

Apesar de liminares contra a paralisação e previsão de multa de 500 000 reais a 937 000 reais por entidade de ônibus e metrô, respectivamente, os sindicatos afirmam que vão manter a paralisação e recorrer na Justiça. Segundo o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, há adesão em todas as linhas. Apenas a Linha 4-Amarela, privada, funcionará normalmente.

  • Ônibus
    Segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano, a paralisação deve durar 24 horas, a partir da meia-noite. Eles cobrem os trabalhadores que circulam apenas no município.
  • CPTM
    Segundo o Sindicato dos Ferroviários, responsáveis pelas linhas 7 e 10, os trabalhadores devem cruzar os braços no dia. A reportagem não conseguiu contato com os sindicatos que respondem pelas linhas 8, 9, 11 e 12. A CPTM recomenda que os usuários acompanhem canais oficiais e acionem o serviço de atendimento para mais informações (0800 0550121)
  • Táxi 
    “Vamos trabalhar normalmente amanhã e na bandeira 1, em apoio aos paulistanos”, disse o presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores de Empresas de Táxi de São Paulo, Antonio Mathias.
  • Aplicativos
    O Uber e a 99 vão oferecer duas corridas de graça, que custariam até 20 reais, para os usuários de seus aplicativos.

Comércio

Representante de mais de 450 000 empregados no comércio, o Sindicato dos Comerciários está apoiando a greve e orientou que os trabalhadores não saiam de casa.

Bancos

Agências bancárias de todo o estado estarão de portas fechadas no dia da greve.

Escolas

Contrários às mudanças na Previdência Social e nas leis trabalhistas, professores da rede estadual de ensino vão aderir à paralisação. O Sindicato dos professores de São Paulo (Sinpro), que representa professores da rede privada, afirma que mais de 233 escolas, colégios e cursinhos vão fechar as portas na sexta (28). Confira a lista completa.

A adesão dividiu opiniões em algumas instituições. No Santa Cruz, um dos mais tradicionais de São Paulo, um grupo de alunos fez uma carta em defesa da Reforma da Previdência. Com aulas suspensas, colégio Equipe vai fazer uma aula pública sobre o projeto no Largo Santa Cecília.

Correios

De acordo com a empresa, as agências funcionarão normalmente em todo o país, mas serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12 e Sedex Hoje) estão suspensos.

Serviços municipais

A participação está confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep) desde o dia 11 deste mês. Doria afirmou que os funcionários que aderirem à greve terão o dia descontado e anunciou parceria com o Uber e a 99 para transportar funcionários que forem ao trabalho.

Hospitais

O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Sindimesp) apoia a greve contra ambas as reformas e “dará todo o suporte” aos profissionais que paralisarem as atividades. Apenas serviços essenciais e de emergência serão mantidos. Por enquanto, oito unidades de saúde da capital já confirmaram adesão, todas na Zona Oeste:

UBS Jardim Boa vista

UBS Jardim D’Abril

UBS São Remo

UBS Vila Dalva

AMA/UBS São Jorge

AMA/UBS Paulo VI

Centro de Saúde-Escola Butantã

Serviço de Assistência Especializada DST/AIDS – Butantã

Trânsito

A Prefeitura suspendeu o rodízio de veículos e a cobrança por estacionamento em Zonas Azuis. As faixas de ônibus, do lado direito das vias, estarão liberadas para o trânsito de qualquer veículo. Nos corredores de ônibus em faixas da esquerda, será aberta a exceção apenas para táxis, meios de transporte escolares e veículos com duas ou mais pessoas. Já as restrições para caminhões serão mantidas.

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  1. As reformas sao para corrigir o rombo do PT. Se o rombo não for corrigido, caminharemos para involvencia do estado. Os primeiros prejudicados serão os funcionários publicos.

  2. Isto não e greve. Colocar a sociedade refem e coerção.