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Casarão da família de Suzane von Richthofen tem novo proprietário

Condenada a mais de 38 anos de prisão pelo assassinato dos pais, ela abriu mão da herança

Por VEJA SÃO PAULO Atualizado em 1 jun 2017, 17h09 - Publicado em 11 dez 2014, 15h05

Dois meses após a divulgação de um documento onde Suzane von Richthofen abriu mão de lutar pela herança deixada pelos pais, o casarão onde o engenheiro Manfred e a psiquiatra Marísia foram assassinados em 2002 não pertence mais a Andreas, filho do casal. A residência no Campo Belo, Zona Sul de São Paulo, tem novo proprietário.

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Com dois pavimentos, o imóvel com piscina, escritório e biblioteca passou por uma reforma completa, acabando com a aparência de abandono. A obra começou há pouco mais de dois meses e está praticamente concluída. O muro e os portões foram pintados de branco, deixando a casa mais moderna e cobrindo as pichações na antiga fachada de tijolos aparentes.

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Segundo relatos, a compra do imóvel foi considerada uma “boa oportunidade”. O valor da venda não foi revelado. Entretanto, residências semelhantes nas imediações são comercializadas entre 2 milhões e 3 milhões de reais.

 

“A casa é ótima, mas acho que ele (o proprietário) arrumou para a cabeça, pois sempre existem curiosos por aqui”, disse um morador que não quis se identificar. “O imóvel estava praticamente abandonado. Ficou bem melhor agora, com uma nova aparência. É bom para a rua essa transformação”, disse outro vizinho que preferiu o anonimato.

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Antes da venda, raramente alguém entrava no casarão. Segundo relato de vizinhos e funcionários da região, o irmão de Suzane voltou recentemente ao local apenas para pegar alguns objetos.  Procurada, a advogada de Andreas, Maria Aparecida Evangelista, disse que não se manifestará sobre a venda.

Herança

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No documento em que abriu mão da herança, Suzane manifestou o desejo de reencontrar o irmão, Andreas, que não vê desde o julgamento em 2006 e com quem disputava na Justiça o espólio dos pais.

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Ela solicitou também a proibição da entrada do advogado Denivaldo Barni, que a representava, no presídio de Tremembé, onde ela cumpre pena. Desde o dia 27 de agosto, ela é assistida pela Defensoria Pública.

Suzane von Richthofen
Suzane von Richthofen

Detida na penitenciária feminina de Tremembé, no interior de São Paulo, Suzane tem um relacionamento amoroso com Sandra Regina Ruiz Gomes, a “Galega”, condenada por participar do sequestro de um adolescente de 14 anos.

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Em agosto, ela havia se recusado a receber o benefício do regime semiaberto, dizendo se sentir segura na penitenciária, onde mantém bom relacionamento com o restante das presas.

Caso Richthofen

Suzane foi condenada a 38 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, e já cumpriu quase 12 anos da pena. Desde então, ela tem sido considerada uma das presas mais influentes e com melhor comportamento na penitenciária feminina I de Tremembé.

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Ela não conta com a simpatia do irmão e, desde que demitiu seu advogado e tutor Denivaldo Barni, não tem recebido visitas. Uma das poucas pessoas que ainda a chamam de amiga é a também advogada Luzia Helena Sanches, na casa de quem Suzane ficou hospedada quando esteve em liberdade. Mesmo assim, elas perderam contato nos últimos anos.

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